Dos gatos diagnosticados com esporotricose, uma infecção provocada por um fungo que também pode contaminar os humanos, em Sapiranga, um está curado. Outros 22 estão em tratamento e oito casos estão sendo investigados no momento. Oito felinos morreram, informou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Proteção Ecológica (Semape).

Foto: Divulgação
Segundo a veterinária Roberta Wilborn, responsável pelos atendimentos na Semape, a esporotricose tem cura e os números atuais refletem o início recente do tratamento na cidade.
“Ainda não deu tempo de outros gatos se curarem, mas a expectativa é que, nas próximas semanas, teremos cada vez mais casos de cura. Dos que estão em tratamento, já observamos melhoras, como aumento do apetite e recuperação da saúde”, explica.
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A esporotricose felina se manifesta principalmente por feridas que não cicatrizam, muitas vezes localizadas na região da face (focinho, boca, nariz e orelhas), mas que também podem aparecer em qualquer parte do corpo. Outros sinais incluem dificuldade para respirar, aumento de volume no nariz, espirros e secreção nasal.
Precaução
Ao identificar animais com sintomas, a orientação é evitar contato direto com as áreas infectadas e não permitir arranhões e mordidas. O tutor deve separar o animal com suspeita de infecção dos demais pets que convivem no mesmo espaço.
A Semape deve ser imediatamente acionada para que seja realizada a coleta de material para diagnóstico, com resultado em até dois dias úteis. O contato pode ser feito através do WhatsApp (51) 99610-7398 ou pelo telefone (51) 3599-9500 (ramal 2223), de segunda a sexta, das 12h30 às 18h30.
A doença em humanos
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) registrou 11 casos suspeitos de esporotricose em humanos até o momento, sendo um confirmado e já curado, dois negativos e oito ainda em investigação. Marise Franzen, enfermeira e coordenadora da Vigilância em Saúde, reforça a importância de buscar atendimento médico ao identificar sinais da doença.
“Ao suspeitar de esporotricose humana, os usuários devem procurar a unidade de saúde mais próxima de sua residência para avaliação clínica”, ressalta.