abc+

SAÚDE PÚBLICA

Sapiranga registra primeiro caso de cura de esporotricose felina

Outros 22 gatos estão em tratamento na cidade e oito já morreram

ico ABCMais.com azul
Publicado em: 06/02/2025 às 03h:00 Última atualização: 06/02/2025 às 10h:50
Publicidade

Dos gatos diagnosticados com esporotricose, uma infecção provocada por um fungo que também pode contaminar os humanos, em Sapiranga, um está curado. Outros 22 estão em tratamento e oito casos estão sendo investigados no momento. Oito felinos morreram, informou a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Proteção Ecológica (Semape).

Publicidade

Gatos estão em tratamento contra o fungo | abc+



Gatos estão em tratamento contra o fungo

Foto: Divulgação

Segundo a veterinária Roberta Wilborn, responsável pelos atendimentos na Semape, a esporotricose tem cura e os números atuais refletem o início recente do tratamento na cidade.

“Ainda não deu tempo de outros gatos se curarem, mas a expectativa é que, nas próximas semanas, teremos cada vez mais casos de cura. Dos que estão em tratamento, já observamos melhoras, como aumento do apetite e recuperação da saúde”, explica.

LEIA MAIS: Morador de Ivoti pede ajuda para custear tratamento contra câncer

A esporotricose felina se manifesta principalmente por feridas que não cicatrizam, muitas vezes localizadas na região da face (focinho, boca, nariz e orelhas), mas que também podem aparecer em qualquer parte do corpo. Outros sinais incluem dificuldade para respirar, aumento de volume no nariz, espirros e secreção nasal.

Publicidade

Precaução

Ao identificar animais com sintomas, a orientação é evitar contato direto com as áreas infectadas e não permitir arranhões e mordidas. O tutor deve separar o animal com suspeita de infecção dos demais pets que convivem no mesmo espaço.

A Semape deve ser imediatamente acionada para que seja realizada a coleta de material para diagnóstico, com resultado em até dois dias úteis. O contato pode ser feito através do WhatsApp (51) 99610-7398 ou pelo telefone (51) 3599-9500 (ramal 2223), de segunda a sexta, das 12h30 às 18h30.

A doença em humanos

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) registrou 11 casos suspeitos de esporotricose em humanos até o momento, sendo um confirmado e já curado, dois negativos e oito ainda em investigação. Marise Franzen, enfermeira e coordenadora da Vigilância em Saúde, reforça a importância de buscar atendimento médico ao identificar sinais da doença.

Publicidade

“Ao suspeitar de esporotricose humana, os usuários devem procurar a unidade de saúde mais próxima de sua residência para avaliação clínica”, ressalta.

Publicidade