André Avila Fonseca foi condenado a 31 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado. Ele foi julgado na madrugada desta quinta-feira (11) pelo assassinato de Laila Vitória Rocha de Oliveira, de 20 anos, em Porto Alegre.
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Foto: TJRS
Conforme denúncia do Ministério Público, o réu utilizava o nome fictício Victor Samedi nas redes sociais para divulgar sua seita e práticas de magia e satanismo.
Na noite de 23 de março de 2023, vizinhos acionaram a polícia após ouvirem tiros e gritos vindos da residência do acusado, no bairro Lomba do Pinheiro, na capital gaúcha. Segundo a acusação, André matou Laila com um golpe de espada e colocou o corpo na lareira, onde foi parcialmente carbonizado.
A vítima, de 20 anos, natural de Parauapebas (PA), havia se mudado para Porto Alegre cerca de dois meses antes, após conhecer o réu pela internet. A decisão de pronúncia, que leva o réu a júri popular, foi proferida em 22 de agosto.
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O julgamento
O réu foi considerado culpado pelo Conselho de Sentença, formado por sete mulheres, que reconheceu as qualificadoras apontadas pelo Ministério Público. André Avila Fonseca responde por homicídio qualificado pelo feminicídio, uso de meio cruel (fogo), recurso que dificultou a defesa da vítima e posse ilegal de arma de fogo.
O julgamento ocorreu sem a presença do acusado, que optou por não comparecer ao júri. Ele permanecerá preso. Cabe recurso.