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CAMPO BOM 66 ANOS

Temperaturas altas viram marca e identificam cidade

Nilson Wolff conta curiosidades sobre o reconhecimento no Estado

Publicado em: 31/01/2025 às 03h:00
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Campo Bom é considerada uma das cidades mais quentes do Rio Grande do Sul e, não raro, bate o recorde do dia em comparação com todas as cidades brasileiras. Tá, mas por que isso ocorre? Responsável pela Estação Meteorológica de Campo Bom desde setembro de 1984, o voluntário Nilson Pedro Wolff, considerado homem do tempo na cidade, é uma caixa de conhecimentos sobre todas as características que tornam o Pequeno Gigante do Vale uma das cidades com mais projeção quando se trata de recordes de temperatura.

Chafariz é um convite para se refrescar em dias de calor | abc+



Chafariz é um convite para se refrescar em dias de calor

Foto: fotos Weslei Fillmann/Especial

“A gente já sabia que era um local quente”, comenta. Segundo ele, por Campo Bom estar em uma zona baixa, rodeada por morros, com vegetação abundante, umidade e rios, favorece a concentração de ar quente quando o mesmo começa a atingir a região. “Quando a estação foi inaugurada, em 1º de setembro de 1984, Campo Bom atingiu a máxima de temperatura no Estado”, afirma o Wolff. Por possuir esses registros, de vez em quando o nome do município é citado como a máxima, o que acontecede de fato cerca de 6 a 8 vezes por ano.

Temperatura em painel ao lado do Largo Irmãos Vetter | abc+



Temperatura em painel ao lado do Largo Irmãos Vetter

Foto: Weslei Fillmann/Especial

Outra percepção: quando a máxima do Estado é na região, chove devido à combinação de fatores como pressão baixa e umidade. A partir disso, se originam chuvas isoladas e ventania. “As baixadas costumam ser muito quentes”, comenta.

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A mais alta foi em 1985

O recorde de temperatura mais alta em Campo Bom segue intacta há quase 30 anos. Em 16 de novembro de 1985, de acordo com o acervo de Wolff, o calor atingiu a marca de 41,9 ºC. Aquele ano ficou marcado por um grande período de estiagem no Vale do Sinos e, desde então, a marca nunca foi superada. O mais próximo disso foi em 2016, quando foram registrados dez dias com médias máximas de 41 graus.

Nilson Wolff junto ao seu extenso material meteorológico | abc+



Nilson Wolff junto ao seu extenso material meteorológico

Foto: Weslei Fillmann/Especial

O período que compreende o maior desastre climático do Rio Grande do Sul, em 2024, está documentado no acerco de Nilson Wolff. “Dia 28 de abril, 76 milímetros. Dia 29, 12; dia 30, 91. Somente nestes três dias, choveu mais que a precipitação média do mês”, comenta. Mas o maior registro ficou para maio de 2024. “Em um mês, deu 546 milímetros, sendo que a média é pouco mais de 140.”

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Apesar de ser uma das cidades mais quentes, Campo Bom não passa livre de geadas. Wolff tem registros diários de geadas desde 1969. Campo Bom registra 15 geadas por ano. E o recorde de temperatura mais baixa foi de -1,9ºC, no ano 2000.

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