Após uma onda de calor extremo, com longa duração de dias, o Rio Grande do Sul deve ficar atento para a chegada de tempestades com potencial de causar danos. Embora a previsão da chegada da frente fria que deve amenizar as máximas no Estado seja para quarta-feira (12) na metade Sul e na quinta-feira (13) no restante do território gaúcho, cidades gaúchas já tiveram pancadas de chuva nesta terça-feira (11).

Foto: Dário Gonçalves/GES-Especial
Diante do cenário de mudança climática, a Defesa Civil estadual emitiu alertas para o risco de temporais nos próximos. Até quinta-feira, acumulados devem variar entre 100 e 150 mm na Campanha, Sul, Centro, Oeste e Serra, enquanto nas demais regiões serão inferiores a 80 mm. Além da chuva forte, o Estado pode ser atingido por ventania de até 100 km/h, conforme o prognóstico.
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O alto volume de chuva previsto para curto período preocupa e fez com que a Defesa Civil emitisse alerta de risco hidrológico. “A condição hidrológica atual apresenta níveis entre limiares de normalidade e baixos em todo o Estado, com tendências variando entre estabilidade e declínio”, explica o órgão estadual no aviso.
Com disso, em função da baixa disponibilidade hídrica, ocasionada pelo período de seca, parte do Estado é classificado pela cor amarela, que indica a condição de Atenção. Nessa área, há risco de cheias em arroios, córregos e pequenos rios (que não possuem monitoramento), além de alagamentos pontuais.
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A área de abrangência são bacias hidrográficas das regiões Apuaê-Inhandava, Passo Fundo, Várzea, Turvo-Santa Rosa-Santo Cristo, Ijuí, Piratinim, Butuí-Icamaquã, Ibicuí, Quaraí, Alto Jacuí, Pardo, Taquari-Antas, Caí, Sinos, Gravataí, Guaíba, Mampituba e Tramandaí, além de partes do Vacacaí-Vacacaí Mirim e Baixo Jacuí.
Outra parte do território gaúcho requer ainda mais atenção. Conforme o aviso da Defesa Civil, devido aos elevados acumulados previstos e a alta intensidade da chuva, indica-se a condição de Alerta, classificada pela cor laranja, para as bacias de Santa Maria, Negro, Camaquã, Mirim-São Gonçalo e partes do Vacacaí-Vacacaí Mirim e Baixo Jacuí.
Nessa área, além do risco em arroios e córregos menores, há possibilidade de elevação gradual dos rios principais e, com isso, pode haver transtornos causados por alagamentos em regiões urbanas.