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REGIÃO

Templo de Igrejinha se torna patrimônio histórico

Decisão viabiliza busca por novos recursos para preservação do local

Publicado em: 03/02/2025 às 19h:28 Última atualização: 04/02/2025 às 17h:57
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Agora a Paróquia Evangélica de Igrejinha é patrimônio histórico do município. Durante o culto anual de Kerb, no último sábado, o prefeito Leandro Horlle e o vice Juliano Muller de Oliveira assinaram o decreto, que viabiliza a busca por novos recursos para preservação da Igreja Gabriel, como é carinhosamente chamada pela população.

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Paróquia Evangélica de Igrejinha, a Igreja Gabriel  | abc+



Paróquia Evangélica de Igrejinha, a Igreja Gabriel

Foto: Gabriel Stöhr/GES Especial

“Esse tombamento significa valorização da história, cultura e vínculo de fé, tão presente na cidade e também se torna uma prerrogativa legal para a busca de recursos estaduais e federais para a preservação e restauro do prédio”, disse o prefeito.

“O povo Igrejinhense é um povo que abraça a sua história e valoriza o seu passado, prova disso é o forte traço deixado pela imigração alemã e que ressoa em nossa cultura até os dias de hoje. Preservar a nossa história é olhar para o futuro com a certeza de que só chegaremos lá, por tudo o que nos fez chegar até aqui”, concluiu.



Nomeou a cidade

Como afirmou Horlle, preservar a igreja faz parte da preservação da história do município. Prova disso é que o próprio nome da cidade foi dado por conta da “igrejinha”, que era ponto de referência na região.

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“Localizado à margem do Rio Paranhana, o templo servia de referência aos tropeiros que, no século XIX, iam da capital da província de São Pedro do Rio Grande do Sul para o centro do País, passando pelos campos de cima da Serra”, explicou Daniel Ricardo da Costa, pastor do templo, que também é historiador.

Além de preservar a história do município, o cuidado com o local de orações também ajuda a manter acesa a fé de pessoas com forte ligação com a igreja. Esse é o exemplo da família Koppe, que durante gerações foi responsável pelos cuidados com o local.

“Quando eu vim para a Igrejinha, em 1968, os meus sogros já faziam a parte da igreja, e antes deles eram os pais deles. São mais de oito décadas que a gente faz o serviço da igreja”, relata Valia Hildegard Koppe, de 76 anos.

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Outra igrejinhense que tem a história de vida diretamente conectada à Igreja Gabriel é Márcia Heidrich, de 54 anos. “Fui batizada, tomei comunhão, casei, e já batizei meus filhos e minha neta, tudo na nesta mesma igreja”, afirma Heidrich.

 

 

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