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Condições degradantes

TRABALHO INFANTIL: Agentes e empresários mantinham adolescentes sob rotina de alto rendimento em centro esportivo de futebol na região

Os 12 jovens viviam em condições inadequadas, sendo que os vindos de outros estados para o Rio Grande do Sul chegaram a interromper os estudos, enquanto os paraguaios precisavam tirar fotos de cadernos de colegas para ter acesso ao ensino

Publicado em: 12/06/2025 às 09h:57 Última atualização: 12/06/2025 às 17h:02
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Uma operação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), nesta quarta-feira, teria tirado jovens de diferentes estados do Brasil e do Paraguai, com idade entre 14 e 17 anos, da situação de trabalho infantil no esporte. Conforme a investigação, agentes de futebol mantinham 12 adolescentes sob situações abusivas em um centro de formação de atletas, em Portão.

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Fiscalização afasta 12 adolescentes de situação de trabalho infantil em centro de formação de futebol no RS | abc+



Fiscalização afasta 12 adolescentes de situação de trabalho infantil em centro de formação de futebol no RS

Foto: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE)

De acordo com o MTE, as condições eram degradantes. A instituição menciona que havia treinamentos em excesso e intensos, com foco em alto rendimento esportivo, sob constante avaliação de empresários e agentes de futebol. Além disso, o MTE aponta que viviam em alojamento inadequado e, em vários casos, estavam fora da escola.

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Os jovens também não tinham contratos formais de formação ou trabalho esportivo, segundo a auditoria fiscal do MTE. Dentre os requisitos legais previstos na legislação brasileira de proteção ao trabalho de menores nem as normas da Lei Geral do Esporte que não eram cumpridos, também consta que a estrutura não era autorizada a manter adolescentes alojados ou realizar atividades formativas.

Sem contratos e sem estudo

Foi constatado, ainda, que os adolescentes vindos de outros estados para o Rio Grande do Sul chegaram a interromper os estudos, enquanto os paraguaios não recebiam ensino formal, apenas fotos de cadernos de colegas para copiar, sem acompanhamento pedagógico.

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Diante das irregularidades, foi emitido Termo de Afastamento do Trabalho dos menores, com determinação de paralisação imediata das atividades e retorno dos adolescentes ao convívio familiar em suas cidades de origem.

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