Momentos de angústia. É isso que relatou Isabela Morais, uma das passageiras do ônibus que caiu de uma ribanceira em Imigrante, no Vale do Taquari, a caminho do Cactário Horst na manhã desta sexta-feira (4).
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Foto: Soldado Schimitt/BMRS
Em entrevista ao Diário de Santa Maria, a sobrevivente aponta que o veículo que conduzia alunos e professores do curso de Paisagismo do Colégio Politécnico da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) estava em condições precárias. “Quando a gente passou do trevo de Imigrante, percebemos que o ônibus estava indo para os lados. O pessoal já ficou com medo. Todos se sentaram, quem tinha cinto para colocar, colocou. Eu não achei cinto no meu banco. E foi tudo muito rápido, ele perdeu o controle e caiu”, diz.
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Após a queda, Isabela conta que “havia muita gente no chão, fora dos bancos, em cima, embaixo”. “Tinha gente gritando, gente que não se mexia. A gente não conseguia tirar todo mundo, não sabíamos como sair, mas saímos.”
Até o momento, sete mortes foram confirmadas, número que pode aumentar após o destombamento do ônibus e a averiguação no local. Sobre o assunto, ela diz que sabe que morreram alguns colegas, mas ainda não tem conhecimento e quem são. “Estou com medo de saber. Estou machucada, mas estou bem. Machuquei bastante o rosto, mas vou me recuperar”, expressa.
Os passageiros que sobreviveram foram levados a hospitais em Estrela, Lajeado e Teutônia. Um homem de 53 anos foi o primeiro a ter alta na tarde desta sexta. Ele foi atendido na casa de saúde de Estrela.