O governo do Estado confirmou que aplicou 15 mil doses da vacina do Butantan-DV, que foi descontinuada temporariamente pelo Ministério da Saúde. Segundo o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), elas foram aplicadas exclusivamente em profissionais da saúde.

Foto: PMG/Divulgação
Foram recebidas, de acordo com o Cevs, 45.220 doses da vacina do Instituto Butantan, sobrando 30.220 em estoque. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), as doses em estoque ficaram armazenadas em freezers, conforme determinação do Ministério da Saúde. Porém, não foram especificadas datas de validade.
Por outro lado, a vacinação com a Qdenga, produzida pelo Japão, segue normalmente no Sistema Único de Saúde (SUS). O imunizante continua sendo oferecido normalmente em todos os municípios para crianças e adolescentes entre dez e 14 anos, público definido pelo MS. A orientação é que os responsáveis procurem as unidades de saúde para manter a vacinação em dia.
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Apesar da decisão, MS reitera que a descontinuidade da vacina do Butantan não invalida sua eficácia. Segundo a pasta, quem recebeu o imunizante mantém proteção contra os quatro sorotipos da dengue. O risco identificado é raro. A maioria dos sintomas relatados é leve ou moderada e desaparece em poucos dias.
A decisão da descontinuidade foi anunciada pelo Ministério da Saúde na segunda-feira (8), após 42 casos no país com sinais de alerta, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos, entre eles três casos classificados como graves, incluindo dois óbitos, ambos em São Paulo. Ao todo, já foram aplicadas mais de 501 mil doses em todo o Brasil desde o início da estratégia.
O MS ainda reforça que continuam as investigações sobre a existência ou não de relação causal direta entre a vacina e os casos registrados. A suspensão da aplicação dos imunizantes é uma medida temporária e preventiva.
“Essa descontinuidade tem um objetivo que é a ação de precaução, para que o Ministério da Saúde, a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] e o Butantan aprofundem a investigação nos 42 casos, que são episódios de reações adversas da vacina, para buscar fatores de risco nessas pessoas, fazer uma espécie de estudo de caso-controle”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.