A imunização contra a gripe deve iniciar no sábado do dia 28 de março no Rio Grande do Sul. A informação é do Ministério da Saúde, encaminhada pelo Departamento de Imunizações do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs).
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Foto: Diego da Rosa/GES
De acordo com a chefe do departamento, Eliese Cesar, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) ainda não possui previsão de recebimento das doses ou quantitativos iniciais, mas a população é recomendada a se vacinar tão logo estejam disponíveis.
“O melhor momento é agora, antes do pico de circulação do vírus da Influenza. Isso porque o organismo leva cerca de 2 a 3 semanas após a vacinação para desenvolver proteção adequada”, explica Eliese.
“Ao se vacinar antecipadamente, a pessoa já estará protegida quando a circulação do vírus aumentar, reduzindo o risco de adoecimento e de formas graves da doença”, prossegue.
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O profissional ainda informa que, na rede pública de saúde, a vacina influenza trivalente disponibilizada é composta pelas cepas A/Missouri/11/2025 (H1N1)pdm09, A/Singapore/GP20238/2024 (H3N2) e B/Austria/1359417/2021 (linhagem Victoria).
Já na rede privada é ofertada a Quadrivalente/Tetravalente, que protege contra quatro tipos de vírus: duas cepas A (H1N1, H3N2) e duas cepas B (linhagens Victoria e Yamagata).
Meta de vacinação de públicos prioritários não foi atingida em 2025
Eliese ainda chama atenção para um dado preocupante a respeito da imunização contra a gripe em 2025: “Considerando uma população-alvo de 3.077.312 pessoas, a cobertura vacinal foi de 56,04%, abaixo do esperado”.
“Foram aplicadas 1.724.668 doses, sendo 1.343.213 em idosos com mais de 60 anos, 333.838 em crianças de 6 meses a menores de 6 anos, e 47.617 em gestantes”, continua.
Ela menciona, ainda, que todos os grupos prioritários (crianças, idosos e gestantes) podem se proteger a qualquer momento do ano, mas que o ideal é que o público o faça o quanto antes.
Vale lembrar que a imunização contra a influenza reduz o risco de hospitalizações e, por consequência, contribui para prevenir picos de internações e afogamento da saúde pública devido a casos graves da doença.
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Em julho de 2025, o governo do Estado informava um recorde de hospitalizações e óbitos devido a casos graves de gripe, sendo a maioria das mortes de pessoas que não se vacinaram.
“Foram registradas 2.654 internações por síndromes respiratórias agudas graves (SRAG) causadas pelo vírus da gripe, com 423 óbitos confirmados”, divulgou a SES, por meio de nota.
“A situação se agrava com a baixa adesão à vacinação neste ano. Dados da Secretaria Estadual da Saúde (SES) mostram que 82% das pessoas hospitalizadas e 78% das que morreram por gripe não estavam vacinadas. Os idosos são os mais afetados pela doença em 2025, representando 58% das internações e 77% dos óbitos”, acrescentava o material.