Pensando nos lucros com as compras de Natal, comerciantes e lojistas da área central de Canoas voltaram a abrir as portas na manhã deste domingo (14).
O movimento, entretanto, assim como aconteceu no domingo passado, é abaixo do esperado. E o inimigo dos bons negócios tem nome: chama-se calor de quase 30 graus.

Foto: Paulo Pires/GES
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A contadora Clarice Pereira, 49 anos, deixou o apartamento em que vive no Centro para circular pelas lojas. Só não imaginava estar tão quente.
“Andei um pouquinho atrás de uns enfeites, mas dei meia volta e estou voltando para casa”, disse. “Um dia que estiver mais fresquinho, eu volto.”
Gerente de loja no Calçadão, Joice Santos explica que o clima quente já havia afugentado os clientes no domingo passado.
“No domingo passado, já foi assim. Houve um movimento maior no começo da manhã e depois sumiram, porque acho que o povo procura um shopping, que tem ar-condicionado”, opina.
À espera de comissão, a vendedora Maristela Silva reclama que o movimento está abaixo do esperado até mesmo durante a semana útil.
“Estou rezando para melhorar nesta próxima semana, porque está bem abaixo este Natal. Acho que o povo está sem dinheiro, porque só o calor não justifica”, defende.
Sem tempo para ir às compras durante a semana, Moisés Mayer ignorou o sol forte e se deslocou até o Calçadão de Canoas com a mulher, filha e filho pequeno.
“A ideia é adiantar as compras de Natal, comprando os vestidos e roupas que elas querem”, explicou. “A minha parte é só esperar e passar o cartão no final de tudo”, brincou.
Em tempo, como parte da iniciativa para fomentar os negócios em Canoas, comerciantes e lojistas devem voltar a abrir as portas no próximo domingo (21), quando o movimento esperado é bem maior.