Falar sobre sentimentos e refletir sobre o cotidiano são marcas registradas da escritora gaúcha Martha Medeiros. Agora, essa identidade faz parte da rotina dos estudantes do Colégio Leonardo da Vinci Gama, em Canoas.
Nesta quinta-feira (9), a cronista passou a nomear o auditório da instituição localizada no bairro Marechal Rondon. A homenagem contou com a presença da própria escritora, alunos e professores como parte da programação da 5ª Semana Literária do colégio.
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Foto: Paulo Pires/GES
Sob aplausos, Martha descerrou uma fita laranja e se emocionou com o reconhecimento. “Eu amo isso. Quando eu era garota, essa coisa de feira literária dentro da escola não tinha. Era uma raridade um escritor ir na escola. E hoje eu vejo um movimento de aproximação com os escritores”, comenta.
“Desmistifica um pouco a figura de escritor para estimular eles a escreverem. Na minha época, eu achava escritor um semideus intocável. E hoje não. Ontem eu tive no Beta. E aí, garotada dizendo: “Ah, eu tenho vontade de escrever, como é que eu faço?” Maravilhoso isso. Então, eu adoro”, ressalta.
Além de ser nome de auditório, a escritora também foi homenageada com nome de sala de aula na própria instituição e na unidade do colégio em Porto Alegre. “São 40 anos de carreira. Já aconteceu de tudo, mas ser nome de sala é a primeira vez”, destaca.
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Celebrar a literatura
A homenagem integra a 5ª Semana Literária do Colégio Leonardo da Vinci Gama. O evento promove palestras, apresentações musicais, atividades artísticas, oficinas e um show de talentos. A programação segue até esta sexta-feira (10).
Nesse período, os estudantes estão tendo contato com diversos nomes como Cíntia Moscovich, Caio Riter, Edla Zim, Bruna Tessuto, Nathi Fagundes, Tetê Amodeo e Fabrício Carpinejar. O momento é uma oportunidade de fazer perguntas e pedir autógrafos.
A própria Martha, por exemplo, respondeu sobre qual livro mais gostou de produzir. “Eu escrevi um livro chamado ‘Tudo O Que Eu Queria Te Dizer’ que são 35 cartas fictícias. Eu escrevi como se fosse homem, uma idosa de 90 anos e como se tivesse 18. Foi uma coisa incrível. Foi a magia da criação literária mesmo”, disse para os estudantes.
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A autora também citou seus escritores favoritos, como Marina Colsanti e Luís Fernando Veríssimo. “São muito representativos assim do início da minha vida como leitora. Mas eu lia de tudo e isso é muito importante. A leitura muda a vida da gente. O livro te leva a muitos lugares e expande a tua vida”, complementa.
A organização foi comandada pelo professor de Literatura, Eduardo Pereira Machado, que destaca a presença dos livros na formação dos alunos. “Os alunos leem muito, produzem muito textos. Então, a semana literária é um momento que culmina com toda essa nossa trajetória de leitura”, afirma.