Um dia depois da morte do caramelo Lobinho, atropelado por um caminhão de lixo, na manhã desta sexta-feira (15), em um posto de combustíveis da BR-386, em Canoas, a cadela Matilda recebe carinho.
O caramelo era o melhor amigo de Matilda, segundo os funcionários do posto. Os dois eram inseparáveis desde que chegaram ao local, durante a época das enchentes, em maio de 2024.

Foto: Paulo Pires/GES
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“Dizem que os cães dão sinal de quando estão para baixo”, observa o frentista Roberto Santos. “A Matilda está deprimida desde ontem. Cabisbaixa, sabe? Porque perdeu o parceiro. Tem gente que acha que os bichinhos não sentem, mas dói neles.”
Trabalhando no estabelecimento há nove anos, o frentista lembra que Lobinho acabou sendo adotado durante as cheias e não foi mais embora. Recebia cuidados e carinho não apenas de quem presta serviço na área.
“Era um cão super tranquilo, mas era um animal”, observa. “É claro que corria atrás de pneus de caminhão e de moto. Só que isso não era motivo para acabar atropelado na pista. Foi uma lástima o que aconteceu.”
Apontada como a “dona” do Lobinho, Tânia Cristina Vivian da Silva se emocionou ao saber da morte do animal. Ela lembra que o caramelo chegou ao local magro e desidratado.
“Ele era um sobrevivente da enchente”, confirma. “A gente alimentou, levou para castrar e cuidou. Todo mundo conhecia e os clientes regulares respeitavam e nunca maltrataram. Eu não sei o que deu nesse motorista, mas o Lobinho não merecia uma morte assim.”

Foto: Paulo Pires/GES
Investigação
O caso de maus-tratos ao caramelo Lobinho veio à tona nesta sexta-feira (15), após a morte do cão. As imagens do caminhão de coleta de lixo atropelando o animal passaram a ser compartilhadas nas redes sociais.
A morte foi registrada por meio de câmeras de vigilância do posto. Nas imagens, é possível ver o cão Lobinho correndo ao lado do veículo e o motorista virando para a direita e atropelando o animal.
A Polícia Civil confirmou que o caso é apurado pela 4ª Delegacia de Polícia, conhecida também por ser a DP Amiga dos Animais, em Canoas. O delegado Cristiano Reschke, entretanto, preferiu não se posicionar.