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17 DE OUTUBRO

"A profissão que me escolheu": trabalhadores contam suas trajetórias no Dia do Eletricista

Ocupação é o símbolo do setor elétrico, define diretor-executivo da RGE

Publicado em: 17/10/2025 às 14h:28
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Em muitas ações do nosso dia a dia, a energia elétrica está presente. É até difícil pensar em atividades que não dependem dela. Mas para que tudo funcione como a gente quer, é necessário o trabalho de um profissional qualificado: o eletricista. E nesta sexta-feira (17) se celebra essa profissão.

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Kelly Rocha e Everson Amaral são eletricista na RGE em Canoas | abc+



Kelly Rocha e Everson Amaral são eletricista na RGE em Canoas

Foto: Nicole Goulart/Especial

Se perguntasse para a Kelly Rocha, 25 anos, se ela imaginava ser eletricista há alguns anos, ela diria que não. Antes de ingressar na Rio Grande Energia (RGE), em 2021, a jovem trabalhava como caixa de supermercado.

A mudança veio quando a concessionária abriu um processo seletivo só para mulheres. “Vim fazer os testes e tinha o teste de altura. Ali eu me senti tranquila. Muitas gurias ali ficaram nervosas, mas eu me senti tranquila. Então ali foi indo, foi muito natural. Parecia que era para mim mesmo”, conta.

Mas o caminho não foi fácil. Kelly relembra que precisou de muita perseverança para chegar onde chegou. Isso porque era acostumada com um outro tipo de serviço que não exigia tanto esforço físico.

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“Começou o curso e era tudo muito pesado: cabo, conector e ferramenta. Nunca tinha mexido, mexia com dinheiro. Então era muito difícil e era no auge do verão. Mas conforme o tempo foi passando, foi melhorando, o corpo vai acostumando. A gente vai treinando e a gente o corpo vai se adaptando”, destaca.

Kelly está entre as alunas que se formaram no curso e ingressaram na concessionária | abc+



Kelly está entre as alunas que se formaram no curso e ingressaram na concessionária

Foto: DIVULGAÇÃO/RGE

Quando começou o serviço, a eletricista trabalhava no setor de emergência até que chegou no grupo responsável pelos cortes de energia.

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“É um serviço mais simples, ele é muito mais rápido, mas ele é muito perigoso em questão dos clientes. É um setor difícil porque ninguém quer ser cortado. São pessoas que estão numa situação difícil, então a gente tá argumentando, conversando, sempre com empatia. Mas tem que ser feito”, comenta.

Mas a trajetória de Kelly não deve parar por ai. A jovem está estudando engenharia elétrica e quer se aventurar em outros setores. E o objetivo dela após uma dificuldade no curso de formação.

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“Eu tive uma dificuldade com o a matéria de projetos. Então eu baixei minha cabeça e estudei para isso. Fui bem nas provas, passei no curso e hoje eu sempre vejo alguma coisa assim, vou pendendo para esse lado, converso com o pessoal das obras. A área de projetos, área de obras, é o que eu almejo dentro da empresa”, completa.

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Meu sonho era ser linha viva e realizei

Se a Kelly mexia com dinheiro, o Everson Morais Amaral, 33 anos, mexia com plantas antes de mudar de profissão. O eletricista trabalhava com agricultura, mas resolveu se aventurar em outra área.

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“Liguei para os meus tios que trabalhavam com isso e pedi para eles uma ajuda. Comecei numa empresa terceirizada para a RGE. Lá em 2015, me inscrevi num processo e fui para as entrevistas. Foi quando entrei para a concessionária”, conta.

O objetivo de Everson era trabalhar com a linha viva, ou seja, a própria fiação elétrica nos postes. “Meu sonho era se tornar linha viva um dia. Hoje eu penso que até foi rápido. Eu estava trabalhando há uns três anos quando teve um processo seletivo para isso. A sala estava cheia, mas eu consegui passar. É uma gratidão”, relembra.

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Hoje, o eletricista é instrutor no setor que trabalha com as redes de transmissão e indica o perfil de um bom profissional: “observador, calmo, proativo e caprichoso.”

“A rede tem os seus perigoso. Tem que ser um cara calmo, ter a tranquilidade de chegar na avaliação. O primeiro item que tem no manual é verificação. E não pode ser preguiçoso. Se faltar uma cobertura de rede tem que descer para pegar e não deixar descoberto”, explica.

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Todo esse cuidado, que também passa pelos procedimentos de segurança, é para ser um exemplo para os demais dentro da empresa. “Quando entra um colega que começou hoje, ele olha para o linha viva e eles olham tudo diferente. Porque hoje ser linha via é referência, porque aquele cara que começou hoje, um dia ele quer ser linha viva”, frisa.

Símbolo do setor elétrico

Outro eletricista é o diretor-executivo da RGE, Ricardo Dalan de Vargas. Para ele, o profissional é o símbolo do setor elétrico, ainda mais na distribuição de energia.

“Todas as profissões são importantes, mas eu falo que a única capaz de religar a energia de um cliente, de corrigir um defeito na rede é o eletricista. Então, hoje é um dia para nós aqui muito importante, é um dia que a gente valoriza muito esses profissionais”, declara.

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