A enchente de maio de 2024 não acabou para os cães que seguem no Abrigo Palmira Gobbi, em Canoas. Ao todo, 20 animais remanescentes da tragédia climática aguardam por uma nova família e pela chance de um recomeço. Após o apelo de voluntários e protetores da causa animal, o espaço ganhou uma sobrevida nas atividades e na busca por adotantes. A Prefeitura, responsável pela gestão do local, prorrogou a data de fechamento do abrigo para o fim de outubro.

Foto: Paulo Pires/GES
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Safira, Yoda, Chinelo, Tijolo, Medonha, Nick, Pablo e Zack são alguns dos nomes dos cães de porte médio e porte grande, com idades entre 4 a 10 anos, castrados, vacinados e microchipados que esperam diariamente a oportunidade de um novo lar. Localizado na Avenida Farroupilha, 8001 — bairro São José, o Palmira Gobbi fica aberto para visitação de domingo a domingo, das 10 às 16 horas. Contato (51) 99720-5645.
Segundo a coordenadora do abrigo, Camila Schmitz, não há necessidade de agendamento para conhecer os animais. Para adotar, é necessário apresentar um documento oficial com foto e comprovante de residência. Não há restrição de cidade, ou seja, o adotante pode residir em outro município.
“Fazemos uma rápida triagem para identificar o perfil do animal que a pessoa procura, mas, se desejar, ela pode conhecer todos os cães durante a visita. Eles ficam presos e separados por divisórias com grades. Para interação, eles são realocados para o que chamamos de parquinho. É um espaço de recreação para os cães”, explica.
Após sobreviverem à enchente e serem resgatados, a luta permanece. Confinados há mais de um ano no abrigo, cada animal possui uma história de superação e uma característica em comum, a resiliência.
“São animais encontrados em diferentes bairros do lado oeste. Foram resgatados por pessoas desconhecidas, por voluntários e por protetores da causa animal. O amor e a dedicação de cada um literalmente salvou eles. Estamos empenhados para que todos sejam adotados até o fim de outubro.”
De acordo com a administração municipal, os animais que não forem adotados, até o encerramento das atividades do Palmira Gobbi, serão transferidos para o Bem-Estar Animal.
“Pedimos a colaboração da população. Esses cães merecem ter um tutor[a]. Eles têm muito amor e carinho para dar. A maioria adora brincar, mesmo com os traumas que carregam da enchente. Alguns são mais assustados, outros latem um pouco mais, mas no fim, todos necessitam de uma chance e de uma família para chamar de sua”, pontua Camila.
Filhotes abandonados
Além dos cães remanescentes da enchente, o abrigo está com quatro filhotes disponíveis para adoção. Batizados com os nomes de Açaí, Sucrilhos, Banana e Paçoca, os irmãos de ninhada, de porte médio, estão com cerca de quatro meses.

Foto: Paulo Pires/GES
“Eles foram abandonados em uma caixa. Quem adotar terá a castração garantida. Os filhotes estão recebendo as vacinas necessárias. Todos são muito amorosos e brincalhões”, diz a veterinária.
Importância dos voluntários
Atualmente, o espaço é gerido pela Prefeitura de Canoas. No entanto, os voluntários e protetores da causa animal são essenciais no auxílio diário com os cães.
“Os cachorros ganham muitos presentinhos dos voluntários. Petiscos, cobertinhas, caminhas, além de toda a atenção e carinho. Os voluntários se revezam como podem para ajudar. O ideal é sempre um lar, mas até lá, os protetores contribuem com afeto, companhia, brinquedinhos e comidinhas especiais”, destaca Camila.
Interessados em contribuir voluntariamente podem entrar em contato pelo (51) 99720-5645.
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