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CANOAS

Abrigo Palmira Gobbi realiza feira de adoção neste final de semana

Espaço deve fechar as portas no final de agosto. Cães que não forem adotados serão transferidos para a Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal

Publicado em: 17/07/2025 às 17h:21 Última atualização: 17/07/2025 às 17h:22
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Aberto logo após a enchente, o abrigo Palmira Gobbi está prestes a encerrar seus trabalhos mais de um ano depois da catástrofe que tirou famílias e animais de suas casas em Canoas. O espaço, localizado no bairro São José, ainda abriga 41 cães de médio e grande porte.

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Cachorros resgatados na enchente ainda estão no abrigo Palmira Gobbi | abc+



Cachorros resgatados na enchente ainda estão no abrigo Palmira Gobbi

Foto: Bruna Ourique/PMC

E para fechar as portas no final de agosto, o abrigo organiza neste final de semana uma de suas últimas feiras de adoção, buscando um novo lar para esses amigos de quatro patas. O evento é neste sábado (19) e domingo (20), das 10 às 16 horas, na Avenida Farroupilha, 8001.

Todos os animais estão castrados, vacinados e saudáveis. “Tem que levar comprovante de residência, documento com foto e passar por entrevista para encontrar o melhor cachorro que se encaixa na realidade de cada família. A expectativa é que encontremos boas famílias para eles”, destaca a veterinária e, Camila Schmitz, que trabalha no abrigo desde o início.

Desmobilização começou há um mês

Ainda no início de junho, a administração municipal anunciou a decisão de fechar o espaço. Na ocasião, foi informada o dia 20 de julho como data para desmobilizar o abrigo emergencial, mas foi postergada para 30 de agosto. A proposta é retirar os animais das estruturas provisórias, criadas às pressas durante a enchente, e transferir para a Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal, localizada no bairro Igara.

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Desde então, estão sendo realizadas feiras de adoção no local, incentivando a população a levar um novo amigo para casa. O espaço que já chegou a abrigar mais de 2.200 cães de médio e grande porte no auge do desastre climático, hoje conta com 41, e busca ficar com o menor número de animais possível.

“O abrigo é emergencial e estava dentro do plano de governo fechar, mas foi sendo postergado por causa do trabalho que desenvolvemos aqui. Mas a ideia é encerrar tudo que seja emergencial. Não tem outra motivação”, comenta Camila.

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Longo trabalho

“Estou aqui desde do dia 5 de maio de 2024”, conta a veterinária. Ao longo desses 14 meses, veterinários e voluntários trataram dos animais e começaram a busca pelos tutores perdidos e por uma nova família para os cães. 

Para Camila, esse período foi de muito trabalho. “Foi bem desafiador, mas tem a recompensa. Poder encontrar lares para os animais é muito recompensador.” Além das feiras, a veterinária também divulga os cachorros nas redes sociais. “Só nessa semana foram quatro adotados aqui no Palmira”, conta. 

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Mas ainda não terminou. “Acho que o maior desafio são os cães que ficaram. Eles estão aqui há mais de um ano esperando por uma nova casa e acaba que eles se acostumaram. Acham que aqui é a casa deles, mas não é, é temporário. Isso é o mais difícil”, desabafa. 

Nome do abrigo homenageia protetora

Se abrigos, direitos e cuidados com os animais são uma realidade, é porque teve uma protetora pioneira que chamou a atenção para o tema. A porto-alegrense Palmira Gobbi fez história entre as décadas de 1950 e 1970 ao defender cães, gatos, cavalos e outros animais que sofriam maus-tratos no Rio Grande do Sul. O nome do abrigo em Canoas rememora essa figura.

“Foi um consenso da antiga gestão com os veterinários sobre o nome. A Palmira foi uma protetora muito importante para nós. Foi uma forma de homenagear ela nesse lugar tão grande”, destaca Camila.

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