“Desenvolver, capacitar e ocupar o potencial da Pessoa com Deficiência, na perspectiva da inclusão, da cidadania e da qualidade de vida.” Esta é a missão que a Associação Canoense dos Deficientes Físicos (Acadef) vem cumprindo há 41 anos. O aniversário da entidade foi comemorado pelos funcionários, conselheiros e convidados nesta terça-feira (20), em sua sede no bairro Nossa Senhora das Graças.
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Foto: Paulo Pires/GES
Com o salão decorado com balões azuis e prateados, os acadefianos puderam aproveitar o almoço festivo com hamburger, batata frita, espetinho de carne e de frutas e algodão doce. Para a presidente da Acadef e uma das fundadoras, Rosangela de Oliveira Mota, o momento é de união.
“É para eles se sentirem que nós estamos preocupados, que eles estejam sempre junto da direção. Pensamos com muito carinho como se fosse uma festa da nossa casa. E, na verdade, aqui é a nossa casa”, afirma. Atualmente, a equipe é composta por 70 colaboradores, responsáveis por efetuar cerca de 300 atendimentos por dia.
Mas nada disso seria possível se não fosse pela vontade de um grupo de jovens com deficiência, ainda em 1983 – um ano antes da fundação. A presidente destaca a figura de um dos fundadores, Jorge Cardoso. “Sempre dizemos que iniciou como o sonho do Jorge. Seguimos juntos. Começamos com poucas coisas, tivemos dificuldades, mas nunca desistimos. Ele era uma pessoa que dava muito apoio e tinha um ideal muito grande. E hoje a Acadef é o que é. Eu tenho muito orgulho.”
Muitos anos pela frente
Os 41 anos foram uma caminhada árdua em busca de apoio, seja nas finanças, seja na inclusão dentro da sociedade. Na avaliação da presidente Rosângela, o atual cenário é de superação. “Depois da enchente, foram muitas perdas e dificuldades. Mas estamos tentando ultrapassar todos esses obstáculos”, destaca.
Com ações de habilitação, reabilitação e capacitação, a Acadef é referência para 23 municípios da região ao redor de Canoas. A entidade oferece serviços de fisioterapia, terapia, psicologia, qualificação profissional, assistência social, treinamento, entre outros.
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“Para mim o mais essencial é ver o lado humano da pessoa com deficiência. Isso para mim é muito importante porque é a inclusão. Oferecemos vários serviços, mas o de inclusão, de amor, de estar junto, apoiar e abraçar a pessoa com deficiência é um dos fatores mais importantes para mim”, comenta a presidente Rosângela.
Para os próximos anos, a perspectiva é de expansão. No momento, a associação está em obras para abrigar novas salas destinadas ao público autista. “Estamos tendo muito procura. Terminando essa parte, vai ser bom para expandir e ter muito mais atendimentos”, frisa.