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Preocupação

"Ainda não faltou": preço chega a quase R$ 7 o litro da gasolina em alguns postos de Canoas

Estabelecimentos operam normalmente neste domingo (22), mas o receio de que falte combustíveis existe

Publicado em: 22/03/2026 às 15h:06 Última atualização: 22/03/2026 às 15h:09
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É normal a movimentação nos postos de combustíveis de Canoas na tarde deste domingo (22), apesar da tensão devido à guerra no Oriente Médio aumentar o alerta de desabastecimento.

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A reportagem circulou por postos no começo da tarde deste domingo. Encontrou somente um com os reservatórios de diesel e gasolina baixos, conforme informação da gerência do estabelecimento à beira da BR-116.

Litro da gasolina em Canoas já encosta nos sete reais em alguns postos de combustíveis, mas não há desabastecimento  | abc+



Litro da gasolina em Canoas já encosta nos sete reais em alguns postos de combustíveis, mas não há desabastecimento

Foto: LEANDRO DOMINGOS/GES-ESPECIAL

O restante dos postos averiguados estava operando normalmente e com baixo movimento, embora existisse uma discrepância entre os preços vistos em diferentes pontos da cidade.

O litro da gasolina pode ser visto entre R$ 6,59 e R$ 6,99, a depender do estabelecimento. À beira da BR-116, o preço sobe, encostando nos R$ 7. Já nos bairros, é possível observar postos com preços mais em conta.

Já o diesel, combustível que é o mais cobiçado no interior do Estado em meio à crise, pode ser visto em Canoas variando entre R$ 7,25 e R$ 7,75, mas este preço pode mudar já a partir desta segunda-feira (23).

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Conforme explicou um frentista à reportagem, a situação pode piorar, caso os caminhões de reposição não cheguem a partir do começo desta semana, levando ao desabastecimento das unidades.

“Ainda não faltou, mas os reservatórios estão baixos”, apontou o frentista Luís Antônio Maciel. “A gente está esperando caminhões para chegarem entre hoje à noite e amanhã de manhã. Se os caminhões não chegarem, vai faltar”, conclui o trabalhador de 48 anos.

Motorista de aplicativo atuando em Canoas e Porto Alegre para complementar renda, o aposentado Alfredo Garcia, 63 anos, observa que a capital já sente bem mais o impacto do conflito no Oriente Médio.

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“Em Canoas, eu ainda não vi nenhuma placa indicando que não tem combustível, mas em Porto Alegre já tem”, afirma. “Até porque lá o movimento é bem maior, então imagino que tem mais gente procurando encher o tanque quanto antes.”

Movimento era normal nos postos no começo da tarde deste domingo (22), com garantia de diesel e gasolina aos motoristas | abc+



Movimento era normal nos postos no começo da tarde deste domingo (22), com garantia de diesel e gasolina aos motoristas

Foto: LEANDRO DOMINGOS/GES-ESPECIAL

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Procon está atento

Na última semana, o Procon Canoas organizou uma ofensiva para vistoriar os estabelecimentos da cidade. Foram quatorze fiscalizados após uma série de denúncias recebidas pelo órgão relacionadas a preços considerados abusivos.

Diretor do Procon Canoas, Vinícius Rabaioli esclarece que houve uma varredura em estabelecimentos, mas nenhuma irregularidade foi achada. Todos os postos estavam em conformidade com a lei.

“Apuramos as denúncias, mas não constatamos preços abusivos sendo cobrados para o diesel e a gasolina”, afirmou. “Mas vamos continuar apurando.”

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Sulpetro se posiciona

Em nota o Sulpetro, que representa o setor dos combustíveis no Rio Grande do Sul, aponta que “os postos de combustíveis estão sentindo o impacto das restrições causadas pela crise que atingiu o setor produtivo de petróleo (refinarias) e o fluxo de estoque das distribuidoras.

Na avaliação da entidade, “a crise global desencadeada pela guerra no Oriente Médio afetou diretamente os preços internacionais, restringindo a importação dos produtos. A importação tem forte impacto no suprimento da demanda, haja vista que a Petrobras não atende 100% do mercado com produto refinado”.

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Para o sindicato, “a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) atende, além do RS, outros estados, não sendo sua produção destinada exclusivamente para os gaúchos. Assim, com o aumento da demanda sobre os produtos refinados, a Petrobras está impondo cotas para a retirada de produtos pelas distribuidoras, o que afeta o mercado revendedor”.

Por fim, o Sulpetro salienta que “como segmento representante da categoria, manifesta preocupação quanto ao ambiente apreensivo que o mercado de combustíveis está apresentando, neste momento, e informa que tem estado em contato constante com órgãos públicos e distribuidoras, buscando minimizar as dificuldades de abastecimento”.

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