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Alta do chocolate impulsiona produção de ovos de Páscoa artesanais em Canoas

Principal matéria-prima da data aumentou 25% nos últimos 12 meses

Taís Forgearini
Publicado em: 25/03/2026 às 18h:21 Última atualização: 25/03/2026 às 18h:22
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A Páscoa deste ano será mais cara, com o preço do chocolate quase 25% maior nos últimos 12 meses, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Com o mercado em constante evolução, a já conhecida produção caseira de ovos de Páscoa pode ser uma opção mais econômica, especialmente para quem pretende presentear mais pessoas.

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Consumidores buscam alternativas para economizar | abc+



Consumidores buscam alternativas para economizar

Foto: Paulo Pires/GES

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O ovo de colher se consolidou como a principal escolha para quem faz ovos em casa, superando o ovo tradicional. Impulsionadas pelas redes sociais, as barras decoradas e recheadas também seguem a tendência de preferência para quem opta pelo chocolate artesanal.

Em Canoas, a gerente de loja de artigos para festas Quélen Pinheiros explica a vantagem do “faça você mesmo”. De acordo com a profissional, produzir ovos em casa ainda é financeiramente vantajoso.

“Com cerca de R$ 60, é possível fazer uma média de quatro ovos de 250 gramas, enquanto um ovo no mercado de aproximadamente 500 gramas custa uma média R$ 120”, destaca.

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Apesar das mudanças ao longo dos anos, a Páscoa permanece como a segunda data sazonal mais importante para o comércio de artesanato, perdendo apenas para o Natal.

“O mercado da Páscoa é vivo e mutável, com “modinhas” que surgem a cada ano. Houve uma transição das tradicionais cestas para caixinhas de papel e embalagens mais versáteis, adaptadas para as miudezas e os novos formatos de presentes.”

Para Quelen, a produção caseira de presentes de Páscoa não é apenas uma economia, mas também uma forma de personalização e afeto, que ganha força em tempos de preços elevados.

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“A principal lição é a capacidade de adaptação tanto dos comerciantes quanto dos consumidores. Diante de desafios econômicos, surgem soluções criativas e acessíveis. A experiência e a interatividade estão se tornando tão importantes quanto o produto em si.”

Sobre o aumento considerável no preço do chocolate, ela exemplifica com as coberturas de um quilo, que saltaram de R$ 29,90 para R$ 44, levando os consumidores a buscar alternativas mais econômicas. Mesmo com a alta do principal ingrediente, o chocolate, a gerente garante que o custo-benefício vale a pena.

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“A pessoa consegue comprar um quilo de chocolate por menos de R$ 50, com menos de R$ 20, ela compra as embalagens. Rende muito para quem quer presentear um número maior de pessoas.”

Produção artesanal

Além do consumo próprio, os ovos artesanais são uma alternativa de fonte de renda para muitas pessoas. No bairro Estância Velha, Vanessa Abreu Schmidt, 42, está há anos anos no ramo de produção e venda de ovos de colher.

Vanessa aposta nos ovos de colher e menores | abc+



Vanessa aposta nos ovos de colher e menores

Foto: Paulo Pires/GES

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A profissional aponta dificuldades principalmente relacionadas ao custo da matéria-prima, exigindo adaptações estratégicas.

“Tive um aumento de 50% no valor do chocolate de um ano para o outro. Utilizo chocolates de boa qualidade, então, o quilo do chocolate que custava R$ 46, R$ 50 agora está custando R$ 90, R$ 100. O chocolate branco, em particular, está ainda mais caro, acima de R$ 120, o quilo”, pontua.

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Segundo Vanessa, está muito difícil encontrar chocolate branco, por exemplo. “Mesmo com cinco fornecedores, precisei comprar de São Paulo e pagar frete mais caro. Diminuí o tamanho dos ovos para oferecer um valor mais atrativo. Também introduzi itens como biscoitos, chás e opções saudáveis para fugir do foco exclusivo no chocolate.”

Vanessa também foca em produtos diferenciados, menos industrializados, com geleias e recheios feitos por ela. “A demanda atual é por itens menores e mais em conta, na faixa de R$ 50 a R$ 100.”

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