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EDUCAÇÃO

Alunas canoenses conquistam medalha na Olimpíada Brasileira de Foguetes

Os lançamentos dos protótipos foram no Rio de Janeiro na última semana

Publicado em: 14/10/2025 às 14h:25 Última atualização: 14/10/2025 às 14h:25
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Já imaginou fazer um foguete na escola? E já pensou em lançar esse foguete para disputar um prêmio. Pois nove alunas do Colégio Maria Auxiliadora, no Centro de Canoas, colocaram isso em prática e conquistaram o segundo lugar em uma competição nacional na última semana, no Rio de Janeiro.

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Estudantes do Colégio Maria Auxiliadora conquistam o segundo lugar na Olimpíada Brasileira de Foguetes | abc+



Estudantes do Colégio Maria Auxiliadora conquistam o segundo lugar na Olimpíada Brasileira de Foguetes

Foto: Paulo Pires/GES

A turma é formada pela Fernanda Ortiz, Larissa Werk, Laura Brisch, Dienifer Marques, Alana Soares, Isabelli Xavier, Marina Brito, Beatriz Almer e Maria Antônia Ferrari, com idades entre 16 e 18 anos. As alunas do 1º e 2º anos se dividiram em trios e foram orientadas pela professora de química, Aline Eickhoff.

Elas participaram da 19ª Olimpíada Brasileira de Foguetes da OBA (OBAFOG), que integra a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). Os lançamentos dos foguetes foram na última semana em Barra do Pirai, no Rio de Janeiro.

O grupo voltou de lá com medalhas, troféus, muito aprendizado e boas memórias. “Foi muito legal poder lançar algo que fizemos com as nossas próprias mãos”, define a Laura.

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“Estar lá foi muito melhor do que imaginei. Eu fui pensando só em lançar foguete, mas teve uma coisa de todo mundo se ajudar. Fizemos amigos de São Paulo que nos ajudaram. Eram pessoas que estavam dando o melhor de si e querendo o melhor dos outros”, conta Alana.

Além da competição, as alunas puderam participar de oficinas. “Aprendemos novos tipos de foguetes, lançamos esses foguetes e aprendemos coisas novas”, comenta Marina. Observar o trabalho dos colegas também foi uma forma de aprender mais sobre o assunto.

A professora destaca a importância da participação para além da competição. “Muitas delas viajaram para fora do Estado pela primeira vez. Estou muito orgulha de ter levado esse grupo. E elas também ficaram felizes com isso. Às vezes, elas só vão com a expectativa de lançar um foguete e deu, mas não é só isso. Teve as oficinas, palestras e as amizades. A expectativa foi superada.”

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“Foi uma experiência muito boa e estamos com vontade de voltar. Além de ter novamente essa experiência, eu quero competir de novo e ter um resultado melhor”, reforça Fernanda.

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Preparação começou em março

A construção dos foguetes não foi feita do dia para a noite. O processo é complexo, exigindo esforço, paciência e dedicação. O foguete é feito com garrafa PET, começando pela base e depois subindo a estrutura e adicionando as aletas e pinturas. Toda essa preparação começou ainda em março.

Mas foi em maio que olimpíada começou pra valer. “Elas fizeram uma prova teórica e quem quisesse fazer uma parte prática poderia. Elas toparam fazer porque as olimpíadas fazem parte da escola também”, destaca Aline. Esse é o terceiro ano que o Auxiliadora participa das competições, sempre conquistando medalha.

Após a prova, as estudantes continuaram com o projeto do foguete e com os lançamentos. Os resultados dos testes foram enviados para a organização da OBAFOG, que convidou o colégio para participar da competição.

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Como funciona o foguete

A ideia é que a protótipo faça uma parábola e alcance grandes distâncias, no sentido horizontal – e não vertical. Para isso, é usado dois materiais comuns, mas essenciais. “O bicarbonato e o vinagre são o que fazem gerar o gás carbônico, geram a reação e a dá velocidade”, esclarece a professora Aline.

Junto com a reação, o foguete possui algumas peças que garantem o seu lançamento, como explica a estudante Isabelli.

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“A base é um quadrado e tem um cano com um ângulo de 45º. A gente prende o foguete no cano e tem uma trava que engatamos num enforca gato e fique preso no bico da PET. O foguete tem uma corda bem longa pendura e quando vemos um o manômetro está subindo a pressão, puxando a corda, descemos a trava, abrimos a enforca gato e o foguete lança.”

A corda de lançamento é da cor azul, mas o foguete também tem uma vermelha para abortar a missão. O mecanismo garante a segurança, assim como os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

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“Ele sobe mediante pressão, quanto mais pressão, mais longe ele vai ir. Por isso, ficamos cuidando da pressão para chegar no nível máximo e liberar a pressão”, frisa a professora. Com isso, os trios alcançaram as distâncias de 119,6; 132,6; e 139,8 metros – ficando com o segundo lugar na competição. 

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