O muro lateral da rampa de acesso à Estação Canoas está ganhando uma nova vida. As alunas do projeto “Cimento e Batom”, realizado pelo Instituto Mulher em Construção, foram as responsáveis pela raspagem, aplicação de reboco e impermeabilização do local nesta sexta-feira (6).

Foto: Paulo Pires/GES
FAÇA PARTE DA COMUNIDADE DO DIÁRIO DE CANOAS NO WHATSAPP
A iniciativa faz parte da capacitação de mulheres em situação de vulnerabilidade social para atuar na construção civil. No projeto, as alunas recebem gratuitamente formação técnica e prática em áreas como pintura, elétrica, hidráulica e gesso, além de suporte comportamental para promover autonomia, geração de renda e igualdade de gênero.
“É a nossa aula prática. Estamos realizando o trabalho que aprendemos em sala de aula. É minha primeira experiência na área. A capacitação é uma porta de entrada para o mercado de trabalho. Pretendo trabalhar na área da construção civil”, revela a aluna do projeto Eliane Rodrigues Pinheiro, 45 anos.
A instrutora do curso de argamassa e impermeabilização, Quênia Santos, relata grande emoção ao testemunhar a transformação das mulheres que participam dos cursos.
“Elas chegam quietinhas, caladinhas, amedrontadas e, em poucos dias, estão sorrindo, brincando, se descobrindo, percebendo que são capazes de ir além, aprender e entrar no mercado de trabalho”, pontua.
As participantes dos cursos recebem bolsa-auxílio, auxílio-transporte, alimentação no local e certificado de conclusão.
Inscrições abertas
Os cursos de argamassa e impermeabilização, pintura e reparo de paredes; elétrica; e hidráulica estão com inscrições abertas. As aulas são realizadas na Universidade La Salle, em Canoas. A inscrição deve ser realizada pelo site do Instituto Mulheres em Construção (clique aqui). Para mais informações, entre em contato pelo (51) 99548-6137.
Sobre o Instituto Mulher em Construção
O Instituto Mulher em Construção é uma organização social que, desde 2006, visa à inclusão da mulher periférica no mercado de trabalho da construção civil através da promoção da autonomia, da cidadania e do empoderamento daquelas que se encontram em situação de vulnerabilidade e violência doméstica.
Em um mercado predominantemente masculino, a organização capacita essas mulheres, lutando pela redução da desigualdade e incentivando a diversidade de gênero.