Cerca de 100 alunos da Escola Estadual de Ensino Médio (EEEM) André Leão Puente assistiram à peça teatral “Doador do Futuro, Semeando Esperança” na tarde desta segunda-feira (12). A segunda edição do projeto Doador do Futuro abordou o tema da doação de medula óssea.

Foto: Paulo Pires/GES
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Por meio da peça, os estudantes conheceram a história, baseada em fatos, de André, um jovem estudante de cinema que conhece seus três melhores amigos durante a faculdade. No entanto, o protagonista é diagnosticado com leucemia e começa a sua busca pelo transplante de medula óssea.
“A interação com a plateia é um dos principais diferenciais da peça. A ordem das cenas é sempre sorteada, tornando cada espetáculo único. A trajetória do André é contada destacando a importância da doação de medula óssea e apresentando os conceitos técnicos de forma clara e objetiva”, explica o vice-presidente de Relações Institucionais do Instituto Pietro (IPIETRO), José Luís Barbosa.
Para a estudante Érica Gaspari, 17 anos, a iniciativa trouxe uma temática relevante, porém pouco discutida entre os jovens.
“Não é um assunto debatido com frequência nas escolas. Na minha opinião, é um tema essencial. Perdi um familiar por falta de doação de sangue. Não foi por medula óssea, mas poderia ter sido. Quando completar 18 anos, serei doadora de sangue e medula óssea. A peça e o material informativo distribuído ajudaram a esclarecer dúvidas e a ampliar a discussão sobre a temática”, destaca a aluna do 3º ano da EEEM André Leão Puente.
O aluno Mikael Ferreira, 19, relembra a experiência na edição anterior e destaca a participação na segunda edição.
“São ações que auxiliam na conscientização. Por exemplo, tenho colegas que não possuem muito conhecimento sobre o tema. É importante participar dos eventos para aumentar o conhecimento. A história da peça ajuda a incentivar a doação. Ainda não sou doador, mas pretendo ser”, salienta o morador do bairro Mato Grande.

Foto: Paulo Pires/GES
Com incentivo do Ministério da Cultura por meio da Lei Rouanet, o projeto é desenvolvido e executado pela Companhia Armazém, grupo de Artes Cênicas de Santa Maria, junto ao diretor Leo Roat. A ação conta com o apoio e promoção do IPIETRO, organização social criada em março de 2019, que atua para a ampliação do número de doadores cadastrados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome).
Inspirada na história real de Pietro Albuquerque, vítima de leucemia mieloide aguda (LMA), a peça teatral revela a jornada do jovem de 19 anos, falecido em 2009, após não encontrar um doador de medula óssea.
O advogado e ex-deputado estadual e federal Beto Albuquerque recorda do período difícil que o filho passou.
“O Pietro estaria vivo se tivesse encontrado a tempo um doador. Sigo na luta por ele e por todos que necessitam de doação. É uma forma de vencer o luto de perder um filho”, desabafa.
Albuquerque é fundador e atual presidente do IPIETRO.
“O instituto nasceu revestido de garra e compromisso com a causa abraçada, a doação de medula óssea e a atenção às leucemias”, completa.