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Esporte

Aos 66 anos, professor Dandão quer retornar à casamata para recuperar o futebol arte entre a gurizada

Técnico veterano, com passagens por Novo Hamburgo, Aimoré e São José, está entregando currículo de porta em porta

Publicado em: 02/09/2025 às 15h:22 Última atualização: 02/09/2025 às 15h:23
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Uma pesquisa recente aponta que cerca de 44% dos jovens é viciado em aparelho celular. Os meninos, apontou o estudo, chegam a gastar 52% do tempo por dia com dispositivos conectados.

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Décadas atrás, o mundo era diferente e, para muitos meninos, o principal escape era a bola no pé, razão pela qual se criou uma geração de craques que tornou o Brasil o país do futebol.

Jorge Luiz da Silva, o professor Dandão, quer voltar aos tempos em que comandava grandes clubes à beira dos gramados | abc+



Jorge Luiz da Silva, o professor Dandão, quer voltar aos tempos em que comandava grandes clubes à beira dos gramados

Foto: PAULO PIRES/GES

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Foi de tanto ouvir que a gurizada anda perdendo o anseio pelo futebol arte que o veterano Jorge Luiz da Silva, mais conhecido como professor Dandão, decidiu retornar à casamata para ensinar um ou dois truques.

Aos 66 anos, mesmo aposentado, o veterano treinador disse ter ouvido de amigos e colegas a necessidade de manter seu espírito aguerrido na beirada do campo, insuflando paixão nas novas gerações.

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Para quem não lembra, o leopoldense Dandão começou a jornada no futebol como técnico há pouco mais de 50 anos, em março de 1975, quando assumiu o Botafogo, de São Leopoldo.

De lá para cá, ele teve passagens como técnico por Novo Hamburgo, Aimoré, São José, Cruzeiro de Porto Alegre, Oriente de Canoas, entre outros clubes em que atuou como treinador profissional ou coordenando as categorias de base.

“As pessoas não lembram mais hoje, mas o futebol amador de Canoas, por exemplo, movimentava o Estado e era comum que um atleta se destacasse e acabasse no Grêmio e no Internacional”, explica.

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Lembrança

Dandão vive hoje uma rotina movimentada. Com uma pasta carregada de currículos debaixo do braço, percorre clubes do interior e da capital em busca de uma recolocação no mercado da bola.

Bastante lúcido e com datas e nomes bem guardados na memória, segue uma agenda pré-elaborada, sendo recebido de braços abertos por clubes onde ajudou a fazer história.

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“Fui ao Cruzeiro, outro dia, muito recebido”, diz. “É o mesmo no Novo Hamburgo e Aimoré. Fiz ótimas campanhas em ambos e então os mais antigos lembram e gostam do meu trabalho.”

A ideia, avisa o profissional, é tentar não se manter tão distante do Vale dos Sinos. Morador há 40 anos do bairro Feitoria, em São Leopoldo, ele alega, contudo, que tem disposição de sobra para se deslocar onde a bola chamar.

“Quem trabalha com futebol sabe que não é possível parar em um mesmo lugar. Isso é coisa para quem é de escritório”, brinca. “Então, vou considerar cada convite que receber.”

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Entusiasmo

Entre 2006 e 2010, Dandão se afastou da casamata e manteve aberta uma escolinha de futebol. Usou toda a experiência adquirida durante os anos em que comandou as categorias de base do Aimoré no começo da década de 80.

A ideia de, quem sabe, poder voltar a trabalhar com a gurizada, o enche de entusiasmo. Isso porque sempre manteve uma ótima relação com jovens atletas dentro e fora das quatro linhas.

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“Eu costumava colocar apelido em cada moleque que treinava”, lembra. “Um dia, há 50 anos, a gurizada se reuniu e decidiu encontrar um apelido para mim. Foi quando eu virei Dandão. Uso até hoje com o maior prazer.”

Torcida

Por não viver distante do futebol, Dandão acompanhou, contrariado, que os dois melhores clubes disputados na Divisão de Acesso do Gauchão acabaram se enfrentando na semifinal da competição.

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“Eu assisti aos jogos e, na minha opinião, Novo Hamburgo e Aimoré eram os dois melhores clubes da competição”, elogia. “É uma pena que o destino quis os dois se encarando na semifinal. Mereciam ter subido os dois.”

Contato

Filiado ao Sindicato dos Treinadores Profissionais do Rio Grande do Sul desde 1981, José Luiz da Silva busca somente uma oportunidade para garantir o retorno aos campos. Quem quiser contatar o professor Dandão, pode entrar em contato diretamente pelo WhatsApp (51) 99217-1614.

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