Mesmo que a chuva tenha garantido uma trégua à população de Canoas, as águas do Rio dos Sinos permanecem avançando sobre a Praia do Paquetá.

Foto: LEANDRO DOMINGOS/GES-ESPECIAL
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Desde o começo da manhã deste sábado (21), o movimento era grande de moradores indo até o local da inundação para conferir qual era a situação.
Renata Borges, 48 anos, dirigiu até a área onde a mãe mora. Ela preferiu deixá-la em casa e apenas conferir que ainda não é possível retornar.
“Minha mãe é teimosa e quer voltar para casa, mas não tem condições”, lamenta. “Acho que logo começa a baixar, mas vai levar uma semana até que fique seco”, opina.
Segundo os serviços de meteorologia, a previsão é de aumento nos níveis dos rios neste sábado para, somente depois, as águas começarem a recuar.
À frente da Defesa Civil de Canoas, o secretário Vanderlei Marcos informou que o Rio dos Sinos estava 6 centímetros acima do nível da cota de inundação.
“As áreas ribeirinhas de Novo Hamburgo, Campo Bom e São Leopoldo já tiveram inundação, assim como aconteceu na nossa cidade, aqui no Paquetá e na Rua da Barca”, disse.
A Defesa Civil permanece monitorando a situação e auxiliando a população que permanece ilhada com água e mantimentos.
Para o secretário, o importante é que já existe um declínio das águas de rios próximos que deságuam na cidade de Canoas.
“Dos rios que passam pela nossa cidade, é importante dizer que o Taquari, Jacuí e Caí já se encontram em declínio lento”, avisa. “Está descartado um evento de inundação igual ao que aconteceu em maio do ano passado.”
Trabalho
Enquanto a Defesa Civil trabalha no auxílio da população atingida, a Prefeitura segue agindo na tentativa de conter novos alagamentos.
Na noite desta sexta-feira (20), bombas levadas para os bairros Mato Grande e Mathias Velho reforçaram o escoamento de água.
“Estamos levando bombas de alta potência até a Vala da Madrinha, nos bairros Mato Grande e Mathias Velho, para acelerar o escoamento da água”, avisou o prefeito Airton Souza.