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CANOAS

Atropelamento chama atenção para insegurança no trânsito na Sezefredo Azambuja

Idoso morreu na avenida na última sexta-feira (3). E quem circula pela região aponta problemas que dificultam o trânsito de veículos e pedestres

Publicado em: 07/10/2025 às 17h:55 Última atualização: 07/10/2025 às 18h:06
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Na última sexta-feira (3), um homem de 69 anos morreu atropelado na Avenida Dr. Sezefredo Azambuja Vieira, no bairro Marechal Rondon. A ocorrência foi próxima à rotatória com a Rua Açucena, por volta das 18 horas.

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A morte causou indignação entre comerciantes e moradores que circulam diariamente na região. Os principais problemas apontados são o apagamento e localização das faixas de segurança, a velocidade dos veículos, e os contêineres instalados na via.

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A professora Angela Stroff atravessa na faixa de pedestre apagada na Av. Dr. Sezefredo Azambuja Vieira | abc+



A professora Angela Stroff atravessa na faixa de pedestre apagada na Av. Dr. Sezefredo Azambuja Vieira

Foto: Paulo Pires/GES

Tudo isso prejudica o trânsito de pedestres em um dos locais mais movimentados de Canoas. E que segue se desenvolvendo.

A moradora de um condomínio próximo ao local do acidente estava tentando atravessar na faixa apagada na tarde desta segunda-feira (6). A professora Angela Stroff, 48 anos, diz que o trânsito é muito complicado. “Ninguém para nunca, nem quando a gente está com sacolas. É bem difícil”, frisa.

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Quem compartilha das mesmas observações é a Vanelise Chaves, 44 anos. A empresária tem um comércio na Sezefredo Azambuja e estava na loja quando ocorreu o acidente. “Todos os dias vemos situações de quase atropelamento, de quase batidas. É um perigo constante”, relata.

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Atravessa onde?

A faixa apagada fica a poucos metros de outra faixa, igualmente desbotada, ambas próximas à rótula com a Rua Açucena. Com os carros entrando em alta velocidade na via, poucos param. Além disso, o canteiro central, que divide as faixas, é estreito.

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“A gente fica se arriscando e o trânsito se intensificado. De noite, tem muita moto, por causa de delivery acredito eu. E é sempre uma velocidade muita alta aqui na rua”, destaca Angela.

Contêiner na via e  faixa de pedestre apagada são motivos de reclamação e preocupação de quem atravessa no local | abc+



Contêiner na via e faixa de pedestre apagada são motivos de reclamação e preocupação de quem atravessa no local

Foto: Paulo Pires/GES

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E o problema não é de hoje. Há cinco anos atrás, Vanelise conta que se envolveu em um acidente na rótula. “Em 2020, eu tive uma colisão ali. Eu fui parar na faixa, para uma pessoa passar, e uma moto bateu na minha traseira. Você quer parar, mas esse tipo de coisa pode acontecer.”

A empresária também comenta que os coqueiros no canteiro central e a presença de contêineres também dificultam a visibilidade tanto de motoristas, quanto de pedestres.

“O canteiro é super estreito e a vegetação não permite ver se está vindo carro ou não. E os carros também não enxergam as pessoas por causa disso. E ainda tem um contêiner de lixo do lado da faixa”, observa.

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Reclamações

O assunto é recorrente na região. “Muitos moradores já fizeram reclamação. Eu já fui moradora do condomínio e ali não tem faixa de segurança, onde mais interessa e tem mais necessidade”, conta Vanelise.

“É bem difícil e muito triste. Ver acontecer algo previsível porque, de fato, ninguém fez nada”, completa a empresária.

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O que diz a Prefeitura de Canoas

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Canoas para esclarecimentos sobre os problemas apontados na Avenida Dr. Sezefredo Azambuja Vieira. Foram questionamentos sobre a sinalização das faixas de pedestres, redutores de velocidade e localização dos contêineres na via. Confira:

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana lamenta o acidente ocorrido e informa que acompanha a ocorrência registrada na Avenida Sezefredo Azambuja, na última sexta-feira (3), e que as intervenções viárias do município seguem rigorosamente as diretrizes estabelecidas pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e pelas Resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN).

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De acordo com a SMMU, quando uma via não possui faixa de travessia, o pedestre deve redobrar a atenção e somente atravessar após se certificar de que pode fazê-lo com segurança, conforme dispõe o artigo 70 do CTB. A Secretaria reforça ainda que mantém cronogramas periódicos de revitalização de sinalização horizontal em diferentes regiões da cidade, priorizando locais com maior fluxo de pedestres e registro de ocorrências.

Sobre a instalação de redutores de velocidade, a pasta esclarece que tais dispositivos só podem ser implantados após estudo técnico que comprove a necessidade, e dentro dos critérios estabelecidos pelo CONTRAN, especialmente pela Resolução nº 600/2016, que define as condições técnicas e limitações legais para sua colocação.

Em relação a radares e controladores de velocidade, a SMMU destaca que esses equipamentos possuem caráter educativo e preventivo, não punitivo, e que o município adota critérios técnicos e transparentes para definir sua instalação, sempre com base em dados de engenharia de tráfego e estatísticas de acidentes.

Por fim, a Secretaria informa que a equipe de sinalização viária realizará vistoria no local mencionado para avaliar as condições da pintura horizontal e a posição do contêiner de resíduos, a fim de adotar medidas que possam melhorar a visibilidade e reforçar a segurança de pedestres e condutores.

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