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SEMANA SANTA

Balainhos de taquara e macela impulsionam vendas do comércio indígena em Canoas

Produtos estão entre os mais comercializados no período que antecede a Páscoa

Taís Forgearini
Publicado em: 29/03/2026 às 12h:00 Última atualização: 30/03/2026 às 15h:25
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Com a proximidade da Semana Santa, a comercialização de produtos artesanais fica intensificada no entorno do Calçadão de Canoas. A produção e venda de chás e artesanatos, como balainhos (cestas de páscoa), palha (enfeite para cesta) e a tradicional macela, tornam-se o principal atrativo do comércio indígena no município.

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Ângela Nunka Ferreira comercializa produtos na Rua Quinze de Janeiro | abc+



Ângela Nunka Ferreira comercializa produtos na Rua Quinze de Janeiro

Foto: Paulo Pires/GES

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Vendidos exclusivamente no período que antecede a Páscoa, os balainhos e a palha possuem preços acessíveis para quem pretende economizar. Nas bancas da Rua 15 de Janeiro, o valor médio das cestinhas varia entre R$ 15 e R$ 40. Já os pacotinhos com palha são comercializados entre R$ 5 e R$ 8.

De origem kaingang, a artesã Ângela Nunka Ferreira, 49 anos, destaca que, embora vendida o ano todo, a macela tem maior saída no feriado da Sexta-feira Santa. O maço pequeno da planta medicinal é vendido em média por R$ 10.

“É uma mistura de tradição e fé das pessoas. Quem prefere não colher a macela [nas primeiras horas da Sexta-feira Santa] tem a opção de comprar. Muitas pessoas preferem se antecipar e garantir a planta para utilizar como chá ou enfeite na mesa”, explica Ângela.

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Considerada uma planta versátil, a macela é apresentada pela artesã como um “santo remédio” com múltiplos benefícios para a saúde.

“É natural. É bom para o estômago. Ajuda na digestão, no alívio de cólicas. Têm propriedades calmantes que ajudam a dormir melhor. Pode ser combinada até com mel para ajudar a proteger da gripe”, diz.

Durabilidade e personalização

A artesã de origem kaingang, Josimara de Oliveira, 35, destaca a durabilidade dos balainhos. Feitos de taquara, as cestinhas possuem alta resistência.

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“Quem comprar um agora não precisa comprar ano que vem porque é durável. Os clientes costumam comprar tamanhos diferentes para enfeitar o ambiente para a Páscoa”, conta.

O processo de produção dos balainhos e da palha é feito nas aldeias da região metropolitana.

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“Cortamos a taquara e deixamos no sol para secar. Depois, desfiamos com uma faca e vamos fazendo os laços.”

A possibilidade de personalização também é um atrativo. Os balainhos podem ser pintados e desenhados facilmente.

“É uma diversão para a família, que pode se reunir para colocar a palha nas cestinhas, desenhar e pintar do jeito que desejar.”

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