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Bem-Estar Animal tratou mais de 100 gatos com esporotricose em 2025

Doença é causada por um fungo e pode contaminar também cachorros e humanos

Publicado em: 21/01/2026 às 09h:09 Última atualização: 21/01/2026 às 09h:09
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Quem acompanha de perto o mundo dos pets sabe da gravidade da esporotricose. Mas para quem não conhece, a doença é causada por fungos do gênero Sporothrix e provoca lesões e úlceras na pele dos animais. E são os gatos que registram os principais casos.

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Canoas registra casos de esporotricose em felinos | abc+



Canoas registra casos de esporotricose em felinos

Foto: Fotos PAULO PIRES/GES

Somente em 2025, a Secretaria Municipal do Bem-Estar Animal de Canoas (SMBEA) tratou 133 gatos com a doença. Uma média de 11 animais por mês. E os sintomas são fáceis de identificar, segundo o veterinário que atende na secretaria, Jean Pierre Maillard.

“Nos gatos, os sintomas principais são lesões cutâneas inicialmente na região da cabeça, narinas e orelhas que evoluem com ulcerações generalizadas se não houver tratamento. As lesões são portas de entrada e predispõem para infecções secundárias”, explica.

Essa contaminação pelo fungo já acontece há algumas décadas. “No final da década de 1990, início dos nos 2000, ela se tornou uma doença de relevância para a saúde pública, sobretudo a partir da adaptação do fungo ao gato doméstico”, ressalta Maillard.

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Segundo o veterinário, a infecção ocorre por contato entre o fungo e a pele através de vegetais em decomposição ou de traumas (corte, mordida, arranhão). O que torna a doença facilmente transmissível.

Os casos registrados na SMBEA dimensionam apenas uma parte do cenário da esporotricose em Canoas. Isso porque o espaço na Avenida Boqueirão é dedicado a atender somente os pets de tutores inscritos no CadÚnico. Ou seja, o número de casos na cidade pode ser maior.

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Atenção aos cachorros e aos humanos

Atualmente, os gatos são considerados uma importante fonte de infecção. “Eles podem transmitir a esporotricose por arranhadura, mordedura e contato com secreções de lesões cutâneo-mucosas e respiratórias. Gatos de vida livre, não castrados, são os principais disseminadores da doença. Por isso, justifica-se que todos os responsáveis mantenham seus animais domiciliados e providenciem sua castração”, destaca.

Mas isso não significa que eles são os únicos a sofrerem com a doença. Seres humanos e cachorros também podem ser infectados com a esporotricose. E os sintomas são os mesmos.

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“A esporotricose humana é de evolução subaguda ou crônica, geralmente benigna e restrita à pele e aos vasos linfáticos adjacentes, causando úlceras, nódulos e abscessos. Em cães, o principal sinal clínico observado é a presença de lesões cutâneas, com predominância de nódulos e úlceras distribuídas na região do focinho, tronco e membros”, esclarece Maillard.

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O que fazer?

Se você é tutor e observa esses sintomas no seu pet, é preciso procurar por atendimento. Além disso, o veterinário orienta a seguir alguns procedimentos para evitar transmissão:

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  • use luvar ao manejar o animal
  • higienize com água sanitária todos os objetos com que gato/cachorro teve contato – cama, cobertor, roupa, coleira, guia, etc
  • procurar um veterinário ou a SMBEA

Mailard destaca a importância do diagnóstico correto. “Existem doenças causadas por outras espécies de fungo, por isso a importância do animal passar por uma avaliação médico veterinária. Quando diagnosticado a doença de esporotricose, os veterinários prescreverão o tratamento adequado.”

O tutor também deve buscar atendimento para si mesmo, já que humanos também podem ser contaminados. “O responsável pelo animal, assim que apresentarem qualquer lesão na pele, deverá procurar atendimento imediato para seu pet. Ao mesmo tempo procurar atendimento em uma Unidade de Saúde já que é uma doença zoonótica – transmitida de animal para humano”, completa.

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Tratamento

De acordo com nota técnica do Ministério da Saúde, o diagnóstico da esporotricose nos animais pode ser feito por exames de laboratório, além da identificação da doença através da avaliação do paciente em conjunto com a ocorrência da doença na cidade.

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E assim como os sintomas são parecidos, os cuidados são os mesmos para todos e devem ser seguidos para evitar o agravamento da doença. “O tratamento tanto para humanos, quanto para animais domésticos são medicamentos antifúngicos, administrados por via oral, diariamente, por no mínimo 90 dias, sempre sob orientação e prescrição dos médicos”, afirma o veterinário.

Para os humanos, o tratamento está disponível pelo SUS através das unidades básicas de saúde. Conforme orientação da Secretaria Estadual de Saúde (SES), ainda em 2024, os postos estão habilitados a tratar e devem notificar os casos.

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