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POLÍTICA

Câmara investiga denúncia contra o vereador Giovanni Rocha em Canoas

Parlamentar afirma que acusações são infundadas

Publicado em: 13/02/2025 às 13h:30 Última atualização: 13/02/2025 às 13h:31
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A Câmara Municipal de Canoas aprovou a criação de uma Comissão Processante para investigar a denúncia apresentada contra o vereador Giovanni Rocha (PSD), nesta quinta-feira (13), por 19 votos a 1. O pedido foi protocolado pelo advogado Jairo Wilson de Oliveira Silveira e aponta possíveis irregularidades na nomeação e atuação de servidores do gabinete do parlamentar.

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Câmara de Vereadores aprova criação de uma Comissão Processante para investigar denúncias contra Giovanni Rocha



Câmara de Vereadores aprova criação de uma Comissão Processante para investigar denúncias contra Giovanni Rocha

Foto: Taís Forgearini/GES-Especial

Segundo a denúncia, três assessores lotados no gabinete de Giovanni Rocha teriam recebido salários sem cumprir suas funções de maneira efetiva. O documento alega que eles atuavam, supostamente, em uma associação beneficente de Canoas, durante o horário de expediente.

A entidade é, segundo o denunciante presidida pelo cônjuge do vereador o que, de acordo com a acusação, poderia indicar conflito de interesses e uso indevido da estrutura pública.

Diante dessas alegações, a denúncia sugere que a conduta do parlamentar poderia configurar possíveis infrações como improbidade administrativa, corrupção e quebra de decoro. O caso já estaria sob investigação do Ministério Público (MP).

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Com a aprovação da Comissão Processante, os vereadores terão um prazo para conduzir a apuração e apresentar um parecer, que poderá resultar no arquivamento da denúncia ou na cassação do mandato do vereador, conforme prevê a legislação.

A definição dos integrantes ocorreu por meio de sorteio, conforme prevê o regimento interno da Câmara. A Comissão Processante será composta pelo presidente Gabriel Costantino (PT), relator Aloísio Bamberg (PSDB) e membro Rodrigo D’ávila (Novo).

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Vereador se pronuncia 

O parlamentar Giovanni Rocha se manifestou sobre a denúncia, afirmando ser acusações infundadas contra o seu mandato. “Uma clara tentativa de desestabilizar o trabalho sério e transparente que venho realizando por Canoas, um membro do meu próprio partido solicitou o meu impeachment”, define.

A respeito da alegação de funcionários fantasmas, o vereador argumenta que são assessores comunitários, cuja função é reconhecida pelo regimento do Legislativo. “A Resolução nº 691/2019, de 27 de dezembro de 2019, da Câmara de Vereadores, define que o assessor comunitário tem a função de auxiliar a comunidade, participando de eventos e reuniões de sindicatos, associações de bairros, entidades educacionais, culturais, esportivas, ambientais e ligadas à saúde”, explica.

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“Recebo essa movimentação com indignação, mas não com surpresa. Desde o início do meu mandato, tenho enfrentado resistência por não me submeter a interesses políticos e por atuar de forma independente, sempre colocando Canoas e os canoenses em primeiro lugar. Reafirmo meu compromisso com a transparência e a ética. Todas as nomeações do meu gabinete são públicas, legais e regidas pelas normas da Câmara Municipal. Se há denúncias, que sejam investigadas com seriedade e não usadas como instrumento de perseguição política”, completa. 

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