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Menos "gatos"

Canoas deixa de ser a campeã dos furtos de energia no ranking montado pela RGE

Antes a cidade com o maior número de "gatos" na rede elétrica, cidade agora ocupa a 4ª colocação, com 695 fraudes anotadas em 2024

Publicado em: 29/01/2025 às 15h:40 Última atualização: 29/01/2025 às 15h:58
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Anualmente, a concessionária Rio Grande Energia (RGE) monta um ranking apontando os municípios campeões, quando o assunto é furto de energia elétrica.

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Técnicos da RGE e policiais Civis e Miliares agem para coibir os crimes em Canoas



Técnicos da RGE e policiais Civis e Miliares agem para coibir os crimes em Canoas

Foto: POLÍCIA CIVIL/REPRODUÇÃO

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A novidade neste ano é que Canoas, antes campeã na área de cobertura da concessionária, acabou em 4º lugar entre as cidades com maior número de “gatos” na rede elétrica.

Canoas contabilizou 695 fraudes registradas em 2024 por meio de 1.947 inspeções. Ficou atrás de Lajeado (1º lugar, com 1.262), São Leopoldo (2º, com 844) e Santa Maria (3º, com 742).

A concessionária informa que executa ações de inspeção de forma permanente, com uso de tecnologia e apoio das autoridades policiais, para coibir as ligações clandestinas.

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Os desvios de energia elétrica e as manipulações de medidores são atos previstos como crime no Código Penal, com pena de um a quatro anos de detenção.

As ações conjuntas com as polícias Civil e Militar têm sido intensificadas e, com elas, as conduções dos identificados como suspeitos pelos crimes às delegacias.

A RGE também registra Boletim de Ocorrência contra o cliente apontado como responsável pelo furto de energia, que passa então a ser investigado e ter um histórico criminal.

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“Além disso, a empresa tem aumentado a judicialização dos processos de fraude, cobrando que o cliente pague o retroativo da dívida pelo período em que furtou energia. Isso gera uma marca negativa em seu histórico financeiro”, alerta Gustavo Uemura, diretor comercial da CPFL Energia.

Prejuízos à população

A concessionária destaca que essas práticas ilegais prejudicam a população: além de comprometer a integridade do sistema elétrico, podendo ocasionar instabilidades e interrupções, geram risco à segurança, pois a manipulação indevida das instalações ou a ligação direta na rede de distribuição podem causar acidentes graves. Alguns são fatais.

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Além disso, as fraudes e furtos podem encarecer a conta de energia para todos. A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) distribui parte dos prejuízos causados pelas “perdas comerciais”, como são denominadas, para a tarifa da distribuidora detentora da concessão da área, no momento das revisões tarifárias.

Tecnologia

Segundo o diretor comercial da CPFL Energia, o volume expressivo de energia recuperada é resultado de inspeções mais assertivas, impulsionadas pela aplicação de inteligência artificial, que permite o acompanhamento e a detecção remota de irregularidades. “A tecnologia possibilita a redução da reincidência e a diminuição do número de inspeções necessárias”, explica.

Uemura cita a blindagem de medições, inclusive nos grandes clientes, como indústrias e comércios, como outra ferramenta importante no combate às fraudes.

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“Os medidores blindados são acessíveis apenas aos técnicos da empresa e proporcionam acompanhamento do consumo em tempo real, permitindo que a leitura e faturamento sejam realizados à distância. Só em 2024, até outubro, blindamos cerca de 39 mil estabelecimentos das quatro distribuidoras da CPFL Energia”, conta o diretor.

Balanço

Entre janeiro e dezembro de 2024, a RGE detectou mais de 14,9 mil irregularidades nos municípios de sua área de concessão. Ao todo, foram 17.348 MWh recuperados, o suficiente para abastecer 8,6 mil casas durante um ano.

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“O resultado das operações contra esses crimes ressalta o compromisso da CPFL em garantir um fornecimento justo e confiável para toda a sociedade”, conclui Uemura.

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