Iniciada no fim de março, a campanha de vacinação contra a gripe segue em Canoas e Nova Santa Rita. Após o governo do Estado decretar emergência na saúde pública para combater o aumento exponencial de casos da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Rio Grande do Sul, os municípios buscam cumprir a meta de imunizar 90% do público-alvo.

Foto: Paulo Pires/GES
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Segundo a Secretaria da Saúde de Canoas, pouco mais de 51 mil pessoas do grupo prioritário foram imunizadas até o momento. A aplicação do imunizante ocorre nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Instituições de Longa Permanência para Idosos e na Penitenciária Estadual de Canoas (Pecan). Para receber a vacina, é necessário apresentar um documento oficial com foto e, se possível, a caderneta de vacinação.
Ainda de acordo com a pasta, não há previsão para o início da vacinação contra a gripe nas escolas da rede municipal de ensino, conforme o Programa Nacional de Vacinação em Escolas Públicas. A Lei Federal nº 14.886/2024 prevê a aplicação de vacinas nas instituições de educação.
Dados divulgados pelo Painel de Hospitalizações de SRAG, do governo do Estado, apontam 34 hospitalizações e três óbitos por SRAG em Canoas. Enquanto a gripe comum apresenta sintomas como febre, tosse e dor de garganta, a SRAG é marcada por sinais de falta de oxigênio. A síndrome é uma complicação inflamatória severa que afeta os pulmões, causando inflamação e acúmulo de líquidos nos alvéolos, dificultando a troca de oxigênio.
Os vírus que mais frequentemente causam SRAG são: Vírus Sincicial Respiratório (VSR),Vírus da Influenza (gripe) e o SARS-CoV-2 (Covid-19). A vacina contra a gripe ofertada no Sistema Único de Saúde (SUS) protege contra os tipos mais comuns e circulantes do vírus Influenza A e B. O imunizante é trivalente, composto por duas cepas do vírus influenza A (H1N1 e H3N2) e por uma cepa do tipo B (linhagem Victoria).
Nova Santa Rita
Conforme a Secretaria Municipal de Saúde, quase 4 mil pessoas do grupo prioritário foram vacinadas em Nova Santa Rita até o início de maio. Em 2026, o Município registrou quatro internações por SRAG. Não há registro de óbitos até o momento.
Além das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), os grupos prioritários podem realizar a vacina na unidade móvel que circula aos sábados nos bairros. Para receber a aplicação do imunizante, é necessário apresentar um documento oficial com foto e, se possível, a caderneta de vacinação.
Para superar os índices de imunização do ano passado, a Prefeitura adotou estratégias de busca ativa nas escolas municipais de Educação Infantil, seguindo o Programa Nacional de Vacinação em Escolas Públicas.
A vacinação é feita na presença de um responsável do aluno durante o horário de saída, das 16h45 às 18 horas. A Emei Vó Luiza, no bairro Califórnia, foi a primeira escola a receber a ação de imunização contra a gripe. Seguida pela Emei Rainer Dorneles. Nesta sexta-feira (8), é a vez da Emei Vó Enedina. No dia 15 de maio, a vacinação ocorre na Emei Paulo Freire e, no dia 29 de maio, na Emei Vó Edith.
“A ação é realizada um dia em cada escola. Embora a escola tenha os dados da criança, recomendamos que o responsável apresente um documento oficial e a carteirinha de vacinação da criança”, explica o secretário de Saúde de Nova Santa Rita, Bryan Freitas.
Durante as ações nas Emeis Vó Luiza e Rainer Dorneles, 84 crianças foram imunizadas.
Confira a lista completa de grupos prioritários
– Crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias)
– Gestantes (qualquer idade gestacional)
– Idosos com 60 anos ou mais de idade
– Puérperas (até 45 dias após o parto)
– Povos indígenas
– Caminhoneiros
– Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário para passageiros urbano e de longo curso
– Trabalhadores portuários
– Trabalhadores dos correios
– População privada de liberdade e funcionários do sistema de privação de liberdade; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas
– Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais independentemente da idade
– Quilombolas
– Pessoas em situação de rua
– Trabalhadores da saúde
– Professores do ensino básico e superior
– Profissionais das Forças de Segurança e Salvamento
– Profissionais das Forças Armadas
– Pessoas com deficiência permanente