Chutes e socos; pulos e gritos; aplausos e vibração nas arquibancadas. O maior encontro de faixas pretas do país ocorre em Canoas. Isso porque a Universidade La Salle é a sede da Copa do Brasil de Taekwondo de 2025.
Até o próximo domingo (23), jovens atletas disputam diversas categorias visando aumentar a pontuação no ranking brasileiro e continuar sonhando com a participação nas próximas Olimpíadas, em Los Angeles.

Foto: LEANDRO DOMINGOS/GES-ESPECIAL
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Uma das principais competições do calendário nacional do esporte, a disputa, segundo a Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD), reúne 1.971 atletas de todo o Brasil nas modalidades Kyorugi (luta) e Poomsae (formas).
Quem se dispuser a conferir o evento, vai observar que não é apenas nos seis tatames montados no ginásio do La Salle que se pode ver meninos e meninas disparando chutes (Tchagui), socos (Tchirigui) e treinando defesas (Makki).
Até mesmo o estacionamento da universidade está cheio de atletas se aquecendo para os combates em sequência, organizados pela Confederação Brasileira ao longo de todo o dia.
Cauã Carvalho, 16 anos, está em Canoas desde o dia 18 com uma comitiva de 16 atletas que partiu do Recife. Conforme o jovem, a acolhida na cidade foi ótima e o evento está muito bem organizado.
“A gente não pode se queixar de nada”, disse. “O campeonato está bem organizado, estamos dormindo e comendo bem diariamente. É só entrar então e dar o melhor de si. Até sol e calor têm no sul”, brinca.
A animação na arquibancada é a mesma. Pai de uma jovem atleta prestes a entrar no tatame, Leonardo Carvalho, 48 anos, disse ter sido ele mesmo um atleta durante as décadas de 80 e 90.
“O esporte evoluiu muito desde a época”, disse. “Dá um prazer muito grande chegar no ginásio e ver um evento bem organizado e com uma estrutura que não atrapalha o atleta na hora de competir”, elogiou o catarinense.

Foto: LEANDRO DOMINGOS/GES-ESPECIAL
Mirando o ouro
Secretário-Geral da Confederação Brasileira de Taekwondo, Carlos Fandinho explica que a Copa do Brasil em Canoas é fundamental para os atletas que participarão da Grand Slam, que ocorre em fevereiro do próximo ano.
O evento carioca será responsável pela seletiva que decidirá a base do que deve ser a futura Seleção Brasileira de Taekwondo, visando as Olimpíadas que ocorrem nos Estados Unidos em 2028.
“Os atletas precisam pontuar bem na Copa do Brasil e garantir presença no Grand Slam”, aponta. “Existe uma escala a ser seguida para quem sonha com os Jogos Olímpicos e ela passa pela Copa do Brasil primeiro.”
Um veterano esportista mestre em Taekwondo, Fandinho elogiou a estrutura colocada à disposição da CBTKD pela Federação Gaúcha, responsável por colocar Canoas no mapa do esporte.
“Só temos elogios à Federação Gaúcha e à Universidade La Salle pela estrutura colocada à disposição”, disse. “Fomos muito bem acolhidos em Canoas e isso não será esquecido pela CBTKD para futuros eventos.”
Bom momento
Há pouco mais de um ano, Maria Clara Pacheco garantiu a medalha de ouro como campeã mundial de Taekwondo no Mundial disputado na China. O momento, portanto, é bom para os esportistas e para o esporte no Brasil.
“Temos uma nova geração que está se doando muito ao esporte”, defende Carlos Fandinho. “A Maria Clara chegou ao pódio com somente 22 anos. É modelo a ser seguido para quem sonha com medalhas.”