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Canoas passa de mil notificações por suspeita de dengue

Município tem mais de 300 casos confirmados. Secretário de Saúde afirma que hospital de campanha não é uma necessidade no momento

Publicado em: 08/05/2025 às 15h:44 Última atualização: 08/05/2025 às 15h:53
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Os números da dengue em Canoas seguem sendo registrados. Nestes cinco primeiros meses do ano, o município já acumula 1.369 notificações de casos suspeitos, sendo 326 confirmados. Os dados foram consultados nesta quinta-feira (8) no Painel de Casos de Dengue do Rio Grande do Sul, mantido pelo governo estadual.  

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Equipes realizam pulverização em locais positivados



Equipes realizam pulverização em locais positivados

Foto: Vinicius Thormann/PMC

Dentro deste montante, 15 foram inconclusivos, 195 estão em investigação e outros 833 já foram descartados. Os bairros com mais casos são o Harmonia (55), Niterói (26), Olaria (24) e Mathias Velho (21), conforme a Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Nenhum óbito foi registrado até o momento.

Na avaliação da administração municipal, o cenário está dentro da normalidade. “No ano passado, tivemos 17 óbitos e bem mais que 5 mil notificações. O que está acontecendo neste período é normal, é sazonal, é da época mesmo e agora a tendência é baixar. Vai baixar porque vem o inverno e vai reduzir. O pior período já passou”, afirma a diretora da Vigilância em Saúde, Iara Fontana. 

Mesmo que os números não reflitam uma situação mais grave, a Prefeitura de Canoas informa que segue realizando borrifação de inseticida nos pontos em que foram registradas as notificações. Entre o início de janeiro e a primeira semana de maio, foram 135 pulverizações efetuadas. Unidades de saúde e escolas também foram alvo da ação.

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Ainda segundo a diretora Iara, cada litro do veneno é controlado pelo governo estadual. “Os nossos números vão para o Estado e eles nos retornam dizendo para fazer a pulverização. Por que não fazemos em toda a cidade? Porque têm estudos que dizem, está comprovado, que o raio do mosquito é de 150 metros. Então, o Estado trabalha em cima disso para fazer a pulverização”, explica. 

“Gostaríamos muito de poder pulverizar toda a cidade, mas o protocolo ainda não nos permite”, completa a diretora da Vigilância em Saúde. 

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Hospital de campanha não é necessidade no momento

A instalação de hospitais de campanha costuma ser uma medida no enfrentamento da dengue, visando melhorar o atendimento da população. Mas segundo o secretário de Saúde, Eduardo Bermudez, o aumento na oferta de leitos ainda não é uma necessidade em Canoas. 

“Buscamos uma análise de situação e prestamos informações para o Estado e para os órgãos que possam oferecer os hospitais de campanha. Na verdade, é um resguardo nosso de segurança. Pela avaliação feita por essas organizações, não houve a característica necessária para isso. Nós estamos com um resultado epidemiológico bastante controlado”, relata. 

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“A ideia de planejamento vai estar sempre presente quando há essa possibilidade. Planejamento não significa execução. Nós planejamos e colocamos como alternativa se houver essa necessidade. Vai estar prevista se houver essa necessidade”, conclui Bermudez. 

Município não recebeu a vacina 

O motivo pelo qual não tem hospital campanha é o mesmo pelo qual não tem vacina contra a dengue em Canoas, como esclarece o secretário de Saúde. O município não tem necessidade a receber as doses por não ter atingido o número de casos exigidos pelo Ministério da Saúde. 

“Nós sempre nos inscrevemos para estarmos sendo sorteados em relação às vacinas da dengue. Só que o critério que o Ministério utiliza é de acordo com o histórico da doença dentro do município. Nós não atingimos, tivemos menos registros da doença. Então, a vacina não é necessária. É uma negativa boa”, ressalta. 

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Como se prevenir

O mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue, se prolifera em locais com água limpa e parada. A população pode se prevenir evitando o acúmulo de água em vasos de plantas, pneus entre outros recipientes. A medida interrompe a reprodução e a proliferação do mosquito. 

Os moradores que identificarem possíveis focos de dengue em sua vizinha podem entrar em contato com a Central do Atendimento ao Cidadão (CAC), na Rua Ipiranga, 120; e pelo número 0800-510-1234. “Abriu o protocolo, chega para nós. Se os nossos agentes forem ao local, notificarem a pessoa ou o comércio que tem que limpar e a não atender, estar sujeito à multa. Por isso, nós precisamos ter o início que o CAC, que é a porta de entrada para todo o processo legal”, detalha. 

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Outra medida destacada é a utilização dos ecopontos da cidade para descarte de entulhos. No final de abril, a administração canoense anunciou a cobrança de multa para quem joga lixo em lugares inadequados.

Quais são os sintomas

A população também precisa ficar atenta aos sintomas. Os mais comuns são febre alta, enjoo, dor nas articulações, dor de cabeça e/ou atrás dos olhos, moleza e manchas vermelhas no corpo. Outros sintomas denunciam um quadro mais grave, como dor na barriga intensa; tontura ou sensação de desmaio; sangramento no nariz, gengivas e fezes; vômitos frequentes; dificuldade de respirar; cansaço e/ou irritabilidade.

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Ao notar estes sintomas, os mais comuns ou mais graves, a recomendação é buscar atendimento em uma unidade de saúde. “Todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, porém as pessoas mais velhas e aquelas que possuem doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, têm maior risco de evoluir para casos graves e outras complicações que podem levar à morte”, informa o Ministério da Saúde.

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