Foi confirmado o óbito, na manhã deste sábado (4), do shihan (mestre instrutor, na tradução do japonês) José Valmir Teles, 52 anos, reconhecidamente uma das maiores autoridades de karatê da história de Canoas.
Uma referência no Karate Kyokushin no Estado, um estilo do esporte de “contato pleno” (full contact), ergueu troféus, medalhas, organizou competições e garantiu a presença no Rio Grande do Sul de mestres japoneses.

Foto: PAULO PIRES/GES
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Praticante de karatê desde 1985, Teles esteve no Japão não apenas lutando, mas, também, levando atletas de Canoas para a chamada terra do sol nascente.
Fundador da Teles Dojô Canoas, o sensei formou centenas de alunos desde a abertura da escola, em 1998, tornando-se rapidamente uma autoridade na cidade.
O dojô ganhou impulso após o sucesso da série de TV “Cobra Kai” no final da década passada, recebendo enorme procura de jovens interessados na arte marcial.
“Por conta do sucesso da série, os jovens voltaram a procurar o karatê. Querem conhecer e aprender não apenas a lutar, mas a doutrina, o que para mim é motivo de satisfação ensinar”, explicou na época.
O dojô acabou, entretanto, sofrendo o impacto das cheias em 2024, quando metade de Canoas acabou debaixo d’água por quase um mês, mas se recuperou nos últimos anos.
O shihan Valmir deixou a esposa, Jacira Siqueira, e o filho Pedro Teles, além de um legado na construção de campeões na arte milenar do karatê.
“Mais que um local de treino, o dojô é um local sagrado, um ambiente para fortalecer o caráter, a disciplina, o respeito e a humildade”, comentou no último dia 31 de março.