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ECONOMIA

Canoas tem mais de 6,2 mil novas empresas no 1º semestre de 2025; maioria é formada por MEIs

Dados divulgados pela Junta Comercial do Rio Grande do Sul (JucisRS) apontam uma preferência pelo MEI, que pode ter somente um funcionário

Taís Forgearini
Publicado em: 25/07/2025 às 14h:31 Última atualização: 25/07/2025 às 14h:32
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Nos primeiros seis meses de 2025, Canoas totalizou a abertura de 6.288 novos negócios. A cidade ficou na terceira posição com maior número de empresas abertas no Estado. Deste total, cerca de 5 mil foram de Microempreendedores Individuais (MEIs). Os dados divulgados pela Junta Comercial do Rio Grande do Sul (JucisRS) apontam uma preferência pelo MEI, que pode ter somente um funcionário.

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Canoas aérea | abc+



Canoas aérea

Foto: Vandré Brancão/GES-Especial

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Segundo a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação (SMDEI), o setor de serviços contabilizou 4.715 novos negócios, no comércio foram 1.150 e a área da indústria somou 423 novos empreendimentos.

A secretária da SMDEI, Patrícia Augsten, destaca os MEIs como porta de entrada para empreender.

“A facilidade para abrir o MEI e a flexibilidade das atividades a partir dele são fatores que estimulam o crescimento. Trabalhamos para que os microempreendedores avancem, ou seja, sejam enquadrados em categorias superiores, para poderem gerar mais empregos. Seguimos apostando na qualificação dos empreendedores e das nossas equipes para atendê-los.”

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Em números gerais, Canoas segue a tendência do Estado. O Rio Grande do Sul teve recorde de empresas abertas no primeiro semestre de 2025, com 155.118 novos negócios. Deste montante, 122.143 são MEIs, que possuem limite de faturamento de R$ 81 mil por ano.

A titular da pasta cita as medidas de simplificação de processos, a agenda de desburocratização e o fortalecimento do empreendedorismo como fatores que impulsionaram a abertura de outras categorias empresariais.

“Além dos MEIs, temos a abertura de empresas em outras categorias. É um reflexo da retomada econômica e da diversificação dos setores em Canoas. Desde janeiro, estamos atuando em conjunto com as secretarias da Fazenda e do Desenvolvimento Urbano para implementar uma agenda robusta de desburocratização, com foco em tornar o ambiente de negócios mais ágil e competitivo.”

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De acordo com a secretária, 80% dos CNPJs abertos na cidade são classificados como baixo risco, ou seja, não necessitam de autorização prévia para iniciar suas atividades.

“Atividades de médio risco geralmente podem iniciar suas operações após o registro, mas podem necessitar de vistorias posteriores para a continuidade da atividade. Já as empresas de alto risco devem atender a todos os requisitos ambientais, sanitários e de prevenção de incêndios, além de passarem por vistorias prévias para iniciar suas atividades”, explica.

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Jovem revela momentos de superação para empreender em Canoas

Nathália Batista, 29 anos, fala sobre a história de superação como empreendedora no ramo da comunicação em Canoas. Durante a enchente de 2024, a jovem precisou encerrar as atividades da empresa que mantinha desde 2018. Após reformular a metodologia de trabalho e reorganizar o fluxo de atendimento ao cliente, a empresária, em março deste ano, abriu uma nova empresa na cidade, batizada de I3 Comunicação.

Nathália Batista é empreendedora na comunicação | abc+



Nathália Batista é empreendedora na comunicação

Foto: Paulo Pires/GES

“Sigo no mesmo segmento de atuação. Nosso principal serviço é gestão de mídias sociais e comunicação alinhada com o gerenciamento de vendas dos clientes”, explica.

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Enquadrada na categoria de Microempresa (ME), a jovem comemora a ampliação do número de colaboradores e expansão das atividades.

“Hoje, tenho uma equipe composta por sete pessoas, na antiga empresa éramos quatro. Passamos a ofertar outros serviços, como, por exemplo, imagens feitas por drone. Precisei contratar uma nova equipe. A anterior, não mora mais no município. Depois da enchente, foram para fora do estado em busca de trabalho.”

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Nathália cita como principal desafio os efeitos da enchente na economia da cidade.

“A maior questão é como quebrar o trauma da enchente. Os empresários e as pessoas em geral ainda têm um certo receio de ampliar os investimentos no município”, diz.

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Para a empreendedora, entidades como a Câmara de Indústria e Comércio e Serviços de Canoas (CICS) são fundamentais para auxiliar as empresas.

“O associativismo permite a troca de experiências e o fomento das relações no mercado de trabalho.”

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