Luz, câmera, ação! A história da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Canoas (CICS Canoas) está em cena no documentário que comemora os 85 anos da entidade. Com depoimentos da atual gestão, de ex-presidentes, empresários e associados, a produção de cerca de 40 minutos será lançada em abril com direito a exibição no Cinemark e baile de gala preto e branco.
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Foto: Paulo Pires/GES
O documentário remonta à fundação da CICS, em 17 de janeiro de 1940 – dois dias depois da emancipação de Canoas enquanto distrito de Gravataí – e sua atuação na cidade desde então. A coletânea de entrevistas traz percepções e detalhes de como a entidade enfrentou desafios e ajudou a desenvolver um dos maiores municípios do Rio Grande do Sul.
A ideia de fazer essa comemoração partiu da presidente da gestão 2024-2025 da CICS Canoas, Shirley Panizzi, e da assessora Viviane Carvalho. “Pensamos em alguma coisa diferente. Nas comemorações anteriores, de 70 e 80 anos, fizemos um livro e o próximo é nos 90 anos. Mas queríamos celebrar com algo diferente, que trouxesse a história viva, histórias pessoais e profissionais de pessoas que se misturam com a cidade”, conta.
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A presidente não esconde a alegria com a produção. “Estou tão feliz com tudo isso. É uma oportunidade que estou tendo. É um presente para a cidade, para a CICS e para mim também. Estou tendo a felicidade de estar a frente da entidade nesta data especial”, afirma.
Além da exibição do documentário no cinema, a entidade também tem a intenção de levar às escolas do município. “É uma oportunidade para as crianças e adolescentes conhecerem mais sobre a história da cidade”, ressalta.
E os canoenses ainda podem esperar mais atividades comemorativas. “Estamos organizando uma rústica de 8.5km, em comemoração aos 85 anos. Queremos celebrar com toda a cidade. Vão ser muitas festividades e atividades ao longo do ano”, destaca a presidente. Mais informações sobre a corrida serão divulgadas em breve pelos canais oficiais da entidade.
“Protagonista e coadjuvante na cidade”, diz diretor
A direção e o roteiro são de responsabilidade do jornalista e cineasta Andrei Fialho. A produção é da WL Produções. A equipe usou o livro dos 80 anos da CICS Canoas, lançado em 2019, como base para desenvolver o documentário.
“A CICS é protagonista e coadjuvante na cidade. Ela está sempre presente e conversa com todo o município. O filme é um presente da entidade para si e um presente histórico e cultural para Canoas”, ressalta o diretor.
Empresários e voluntários
“Completar 85 anos não é algo fácil. Se perpetuar por tanto tempo assim é porque tem virtudes e realizações”. É dessa forma que Roberto Pansera define a história da CICS em Canoas. O empresário já gravou a entrevista para o documentário e conta como a sua história e de sua família também se misturam com a trajetória da entidade na cidade.

Foto: Paulo Pires/GES
“Fui vice-presidente e diretor por 20 anos. Meu avô foi tesoureiro na primeira gestão e também já foi presidente. Meu pai participou da CICS. A minha família tem uma ligação muito forte.”
“Eu diria que a CICS e o desenvolvimento da cidade se complementam. Se as empresas e outras organizações vieram para cá é porque acreditaram na cidade”, destaca sobre a instalação do V Comar e da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap).
Além dessa atuação junto ao empresariado, Pansera não deixa de chamar a atenção para o lado social da CICS Canoas. “Tem uma atuação muito forte com a Parceiros Voluntários. É uma das mais competentes em abraçar as ideias que vem da rede estadual”, diz.
Entidade se transformou com o passar dos anos
O trabalho CICS em Canoas começa em 1940, quando a entidade se chamava Associação Comercial de Canoas (ACC). O propósito era ser uma interlocutora dos empresários e moradores com o poder público.
Em 1978, a associação é renomeada como Câmara da Indústria e Comércio de Canoas (CIC) e se tornou CICS apenas na década de 1990. Em todos esses anos, a entidade esteve envolvida com grandes empreendimentos da cidade como a construção das BRs 116, 386 e 448, Parque Canoas de Inovação (PCI) e discussões sobre o Plano Diretor do município.
O ex-presidente André Guindani reforça essa atuação em sua entrevista para o documentário. “A memória da entidade vem sendo celebrada desde os 70 anos. A história da CICS não só se confunde, mas como antecede a cidade. Era uma grande interlocutora porque na época não tinha uma Câmara de Vereadores”, relembra.