abc+

EDUCAÇÃO

Colégio La Salle Canoas moderniza prédio centenário no Centro

Obras integram plano diretor que prevê intervenções por cinco anos

Publicado em: 17/07/2025 às 08h:59 Última atualização: 17/07/2025 às 09h:00
Publicidade

Um prédio tão antigo quanto Canoas começa a passar por uma modernização. As estruturas de número quatro e cinco do Colégio La Salle, no Centro, estão sendo reformadas para trazer mais qualidade, conforto e segurança para a comunidade escolar.

Publicidade

SIGA O ABC+ NO GOOGLE NOTÍCIAS!

Colégio La Salle Canoas começa a passar por reformas | abc+



Colégio La Salle Canoas começa a passar por reformas

Foto: Paulo Pires/GES

Quem frequenta o espaço já convivia com as placas de “Desculpe o transtorno, estamos em obras”, além dos tapumes e gradis fazendo a divisão dos espaços. Mas a movimentação ficou mais visível nestes últimos dias para quem transita pela Avenida Victor Barreto.

Se antes ninguém prestava atenção num prédio que já faz parte da paisagem, agora não tem como ignorar a ausência dos janelões de madeira, os andaimes e o barulho das obras. A lateral do prédio virada para uma das vias mais movimentadas da cidade amanheceu coberta por uma tela de proteção nesta quarta-feira (16).

Centenário e moderno

“Os irmãos estão aqui em Canoas há 117 anos. Certamente, aquele prédio já passou por muitas reformas ao longo da história. E estamos vendo que precisávamos fazer intervenções sérias, em função de uma manutenção. Começamos pelo telhado, descendo para os dois andares. Mas, sobretudo, porque queremos espaços mais modernos para os nossos pais, alunos, funcionários”, ressalta o diretor do Colégio La Salle Canoas, Aureo Kerbes, sentado em uma sala provisória.

Publicidade

Isso porque o prédio em reforma abriga a diretoria, secretarias, tesouraria, supervisão, coordenação e espaços de atendimento no primeiro andar. A proposta é que pisos superiores – até então ocupados pela universidade – abriguem espaços para atividades extracurriculares, como ateliê de artes, música, dança, artes marciais e miniauditório.



Além disso, prevê catracas mais próximas da entrada pela avenida, limitando a circulação de pessoas. “Esse prédio vai ser exclusivo para o deslocamento dos alunos e pais”, detalha Kerbes. Todas essas mudanças estão compiladas em um plano diretor que revitaliza diversos espaços do colégio. A previsão total de duração das intervenções é de cinco anos.

Publicidade

Construção histórica não é tombada 

Já sem lâmpadas e com azulejos brancos e verde água prontos para serem removidos, o espaço antes ocupado por funcionários e alunos agora está tomado por tapumes, tintas, estruturas metálicas e cimento. A bagunça, como define Kerbes, é provisória e guarda curiosidade.

“Ele não é tombado, por incrível que pareça”, comenta o diretor sobre o prédio que faz parte da história de Canoas, quando o município ainda nem era, de fato, município. Os irmãos Lassalistas já estavam instalados nestas terras há mais de 30 anos quando Canoas se emancipou de Gravataí – além de terem contribuído para tal feito. E se a construção continua de pé, sua história também.

FAÇA PARTE DA COMUNIDADE DO DIÁRIO DE CANOAS NO WHATSAPP

Publicidade



“Nós vamos tentar manter as características dele. Isso é importante dizer. Vamos trocar todas as aberturas, mas as aberturas vão respeitar o layout. É uma decisão mais nossa assim de respeitar a cultura, a história. Imagina, no passado, o esforço que devem ter feito para construir esse prédio”, observa.

Publicidade

Outro fato curioso diz respeito justamente aos janelões. “Descobrimos que elas tinham tamanhos diferentes. São mais de 80 aberturas e tivemos que alinhar todas elas”, conta o Kerbes. A madeira das antigas venezianas vão ficar apenas no detalhe das novas janelas.

Espaço sempre foi dedicado aos estudantes

O colégio hoje conta com 1.820 estudantes, além de um extenso corpo de funcionários que fazem tudo acontecer. Ao longo dessas décadas, foram milhares de estudantes que passaram por estas instalações.

“Antigamente, além dos alunos internos, ele foi dormitório e refeitório dos irmãos e futuros irmãos. Então, eles moravam ali. Era quase como um hotel, onde eles ficavam e estudavam para se tornarem irmãos. Os dois prédios já passaram por essa fase”, explica o diretor que já foi aluno do colégio nos anos 80.

Previsto para durar até 2030, as reformas não ficam restritas somente à construção centenária. “O pátio é a segunda obra que vamos fazer. A terceira, para esse ano ainda é a sala maker de robótica. Para o outro ano, nós vamos reformar educação infantil. São cinco anos de obras, segundo o plano diretor. Pode ter 117 anos, mas tem atualizar o layout, o atendimento”, completa.

Publicidade

Matérias Relacionadas