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ECONOMIA

Com foco na desburocratização, SMDEI quer apoiar os microempreendedores em Canoas

Pasta está dividida em três eixos de atuação

Publicado em: 18/02/2025 às 10h:40 Última atualização: 18/02/2025 às 10h:53
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Com o foco na desburocratização dos processos e no desenvolvimento do Parque Canoas de Inovação (PCI), a nova secretária municipal Patrícia Augsten assume a gestão do Desenvolvimento Econômico e Inovação de Canoas (SMDEI). A pasta deve atuar em três frentes, junto com os secretários adjuntos Michele Godoi e Odavir Cardoso de Melo Junior, o Juninho.

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Apesar da mudança no organograma, a secretária garante que o Escritório do Empreendedor continua sendo um dos principais setores de atuação. “Nós continuamos com o escritório do empreendedor. O escritório é o coração da secretaria porque é a porta de entrada dos empreendedores. E o nosso foco no escritório é diminuir a burocracia, simplificar os processos e a sistematização, principalmente”, afirma.

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A SMDEI também organiza os feirões de oportunidades



A SMDEI também organiza os feirões de oportunidades

Foto: Paulo Pires/GES

De acordo com Patrícia, hoje a análise das documentações é realizada de forma manual, o que aumenta a demora. Mas garante que a automatização do sistema já está em andamento. “Quando o empreendedor for entrar lá na junta comercial para fazer o cadastro dele para abrir a empresa, automaticamente já vai ter ali a viabilidade, se a pessoa pode ou não pode abrir naquele lugar que ela quer. Tudo isso hoje é analisado de forma manual. E quando a gente tiver esse sistema, vai ser automático”, explica.

Para as empresas de baixo risco, que correspondem a 80% dos empreendimentos que abrem na cidade, o alvará será gerado automaticamente, conforme informado pela secretária. “Essa demanda já não vai existir. Aí todo o nosso pessoal fica disponível para fazer a análise do médio e alto risco, que é uma análise mais criteriosa.”

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Qualificação e startups

O Escritório do Empreendedor e de Apoio à Micro e Pequena Empresa é de responsabilidade da secretária-adjunta Michele Godoi, que também cuida da diretoria de Emprego, Trabalho, Renda e Formação Profissional.

O setor tem a função de buscar qualificação para os trabalhadores, como cursos de marketing, comunicação, gestão e contabilidade – que são necessários para os negócios. De acordo com a pasta, 90% das empresas do município são de Microempreendedores Individuais, os MEIs.

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“Esse projeto de educação para os empreendedores é muito importante, porque hoje nós temos em torno de 27 mil MEIs no município. Muitas dessas empresas já têm capacidade de escalabilidade para crescer e virar um microempreendedor. No momento que ela aprende a ter gestão, precificar, vender, crescer no cenário que gosta de forma saudável e escalada, gerando mais empregos”, detalha Michele.

Outro projeto que está no planejamento da SMDEI é a atuação com startups. “Nós queremos fazer essa conexão semelhante ao que tem hoje no Banco de Oportunidades, que é buscar investidores, empresas que são investidores anjo. É conectar essas pequenas empresas startups canoenses a esses investidores”, explica a secretária adjunta.

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Fiscalização e Economia Solidária

Com atenção às irregularidades do comércio na cidade, a fiscalização passa a ser assunto de uma diretoria dentro da SMDEI. “A nossa meta é intensificar um pouco a orientação, principalmente, não chegar já notificando, mas orientando os comerciantes irregulares, os ambulantes, até o próprio comércio legal, mas que está com manequins em cima da calçada, no piso tátil”, observa Patrícia.

A diretoria da Economia Solidária permanece com a parceria com as feiras que acontecem dentro de Canoas. Entretanto, o setor deve lidar com uma ampla reforma no Centro de Economia Solidária Mathias Velho, que foi danificado pelo desastre climático de maio do ano passado e que ainda não voltou a funcionar.

A SMDEI realizou uma vistoria no Centro de Economia Solidária Mathias Velho



A SMDEI realizou uma vistoria no Centro de Economia Solidária Mathias Velho

Foto: SMDEI/Divulgação

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“Está todo deteriorado e precisa passar por uma grande reforma, com compras de novos equipamentos para cursos. Vamos precisar fazer uma captação de recursos e que leva mais tempo. Tem que fazer um projeto de captação”, explica.

O espaço foi vistoriado na segunda semana de janeiro, junto com o Centro Popular de Compras Estação Canoas, e as bancas do Calçadão e da Praça da Bíblia.

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Parque Canoas de Inovação 

Dentro do organograma da pasta, a secretária Patrícia fica com a Diretoria de Inovação e Atração de Investimentos. Uma das suas funções será desenvolver o Parque Canoas de Inovação, o PCI, que fica localizado no bairro Guajuviras, desde 2018.

Segundo a titular da secretaria, o espaço tem apenas três empresas instaladas desde então e contava com uma gestão exclusiva do município. “Agora, nós vamos ter uma gestão tríplice hélice, que é poder público, universidades e as próprias empresas privadas. Falta agora decidir qual é essa universidade. É uma meta dos próximos 100 dias ter essa definição. Definido isso, já começamos a fazer os editais para os próximos lotes que já estão liberados lá”, informa.

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“Também precisamos avançar na infraestrutura, no espaço, mas esse é o primeiro passo: finalizar a gestão do Parque Canoas de Inovação. É uma das metas também dos próximos 100 dias”, completa.

Desafios

Em conjunto com as metas e projetos, a nova gestão da pasta deve lidar com alguns desafios pela frente. Os impactos remanescentes da enchente e a maior participação de entidades empresariais foram elencados pela secretária como questões a serem tratadas pela SMDEI.

“Nós temos muitas empresas, muitos comércios que fecharam, que foram embora e não voltaram, ou que precisam de ajuda para se reestruturar. Se der uma volta em determinadas ruas, se vê que muita coisa não voltou. Então esse é um desafio que nós precisamos olhar também para esse empreendedor que foi atingido” afirma Patrícia. Conforme informado, foram cerca de 14 mil empresários atingidos.

“O outro desafio é o diálogo com a Câmara de Indústria, Comércio e Serviços, que é a CICS, a CDL [Câmara de Dirigentes Lojistas] e outras entidades que não participavam da gestão, não havia um diálogo com elas, elas ficavam como separadas do poder público. E isso é muito ruim porque são elas que estão em contato direto com o empresário. Sabem das dores, sabem dos problemas e também, muitas vezes, tem a solução para as coisas”, relata.

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