abc+

CULTURA

Com maioria feminina, mostra universitária estreia no Festival de Cinema de Canoas

Entre as 13 produções selecionadas, nove foram dirigidas por mulheres. Premiação da 3ª edição acontece neste domingo (28)

Publicado em: 27/09/2025 às 17h:37 Última atualização: 27/09/2025 às 17h:38
Publicidade

Enquanto muitos olham ao redor para contar uma história, a canoense Laura Viegas, 23 anos, decidiu transformar os seus próprios anseios em cinema. A história traz uma mulher que precisa terminar um quadro, mas tem um bloqueio criativo e se sente sufocada em sua própria casa.

Publicidade

SIGA O ABC+ NO GOOGLE NOTÍCIAS!

Laura Viegas participa do 3º Festival de Cinema de Canoas com o curta "Submersa" | abc+



Laura Viegas participa do 3º Festival de Cinema de Canoas com o curta “Submersa”

Foto: Nicole Goulart/Especial

A diretora do curta-metragem “Submersa”, gravado no ano passado, viveu a mesma situação. “A personagem lida com esses problemas, com essa ansiedade, e foi até metalinguístico porque eu estava passando por isso enquanto escrevia o curta. Então, acabou sendo uma terapia esse processo”, conta.

“Esse curta também é algo bem pessoal, faz uns oito anos que estou com essa história na cabeça, desde o ensino médio. É algo bem psicológico sobre como nós mulheres lidamos com as coisas nas nossas cabeças, inseguranças”, destaca. O curta foi feito como trabalho de conclusão no curso de Produção Audiovisual, na Unisinos, em São Leopoldo.

A produção é uma das 13 obras selecionadas para participar da mostra universitária na 3ª edição do Festival de Cinema de Canoas (Fecic). E a categoria estreante no evento tem maioria feminina: nove produções foram dirigidas por mulheres, assim como a da Laura.

Publicidade

Participar de momentos como este é uma oportunidade de mostrar o trabalho e seguir no ramo. “Estou ansiosa. Espero que o público se identifique, principalmente o público feminino, que é o meu objetivo. É um curta muito visual, trabalhamos com a fotografia, direção de arte, e espero que toque o coração das pessoas”, completa.

LEIA MAIS: Professora canoense abre Festival Internacional de Danças Urbanas na próxima semana

Ternura no título, ternura na produção

Foi atenta aos detalhes que Maria Luiza Ferreira dos Santos, 20 anos, contou a história de Teresa. No curta-metragem “Ternura”, a menina fez um bolo de aniversário para Jesus no Natal. A narrativa traz diversos símbolos católicos, como o escapulário e a própria inspiração por trás.

Publicidade

“Ela vem da Santa Teresinha de Lisieux e da sua teologia da Pequena Via: as pequenas coisas te santificam. É uma santa que eu me aproximei muito e decidi trazer. É bem terno, por isso se chama ternura”, destaca a diretora que veio de São Paulo para estudar cinema de animação na Universidade Federal de Pelotas (Ufpel).

FAÇA PARTE DA COMUNIDADE DO DIÁRIO DE CANOAS NO WHATSAPP

Publicidade

Maria Luiza Ferreira dos Santos apresenta a animação 3D "Ternura" no Fecic  | abc+



Maria Luiza Ferreira dos Santos apresenta a animação 3D “Ternura” no Fecic

Foto: Nicole Goulart/Especial

A obra é uma animação 3D e para a estudante é uma chance de trabalhar com o que mais gosta. “Fazemos muitos trabalhos reflexivos, adultos, mas esquecemos um pouco da animação infantil, que é de onde viemos, que é onde tudo começa. Eu tento resgatar isso em todos os trabalhos da faculdade e o que eu pretendo trabalhar”, comenta.

Assim como o curta-metragem da Laura, Maria Luiza colocou um pouco de si na sua produção. “Eu sou católica, então nas minhas histórias eu trago um pouco disso, da minha religião e do que eu acredito. São os meus princípios, as minhas virtudes, e acho incrível poder me expressar a minha fé assim, principalmente em animação infantil.”

Publicidade

Chamem os universitários

A mostra que reúne produções feitas no ensino superior começou nesta sexta-feira (26) com a exibição de seis curtas-metragens. A segunda parte do programa foi neste sábado (27), no Teatro do Sesc Canoas, no Centro. A categoria reuniu obras de animação, ficção e documentário de oito instituições diferentes.

Assim como as mostras municipal, estadual e estudantil, a universitária também é competitiva. Ou seja, os melhores curtas serão premiados. A solenidade será neste domingo (28), a partir das 19h30, também no Sesc Canoas. Veja aqui a programação.

Publicidade

Confira a categoria universitária

  • Posso Contar Nos Dedos (12’), Victória Kaminski – Ufpel (2024)
  • A Balada de um Artista em Extinção (14’), Vitz Almeida e Maurício Bremm – Unisc (2024)
  • Ternura (2’45”), Maria Luiza Ferreira dos Santos – Ufpel (2025)
  • Porto Macabra (15’), Ju Costenaro – Puc-RS (2025)
  • Prato Principal (8’), Rebeka Paula e Pitagora Nardi – UniRitter (2025)
  • Minha Querida Bruxinha (9’), Brenda Magalhães – Ufpel (2025)
  • Submersa(14’), Laura Viegas – Unisinos (2024)
  • Desperta (2’), Laura Becker – Unisinos (2024)
  • Carcarás (13’), Gabriello Alvarez – Puc-RS (2024)
  • Espaço de Transição (5’), Bruno Ramos Martins – Ufpel (2025)
  • Confio (18’), Giovanna Plentz – Universidade Feevale (2024)
  • Ça me va (7’), Wellington Lucas Rocha de Souza | FSG (2025)
  • Ervilhas (6’), Catherine Pires Pedroni – UCS (2025)
Publicidade