Devido às altas temperaturas registradas nos últimos dias, a comerciante Alice Bonetto, 47 anos, comprou uma garrafinha de água que, após ser consumida, tinha como endereço o lixo mais próximo.

Foto: PAULO PIRES/GES
ENTRE NA COMUNIDADE DO DIÁRIO DE CANOAS NO WHATSAPP.
Ao sair da agência dos Correios, na Rua 15 de Janeiro, no Centro, em pleno horário do meio-dia, e largar a garrafa em um lixo na Praça da Emancipação, observou que a garrafa caiu no chão.
“O fundo da lixeira quase na frente da Prefeitura de Canoas está furado”, reclama. “Juntei a garrafa e fui procurar a outra lixeira ao lado, mas ela também estava furada, então desisti e levei a garrafa na mão até a loja”.
A má conservação das lixeiras no Centro de Canoas não chega a ser um assunto novo. Há, pelo menos, dois anos, os equipamentos instalados na área central começaram a se deteriorar, uma situação que o tempo só agravou, embora nada tenha sido resolvido.
O principal problema são os furos no fundo de cada lixeira de metal. A maioria apresenta uma fenda, menor ou maior, por onde passa o lixo descartado que vai parar, invariavelmente, no chão.
Outra reclamação é quanto ao acúmulo de lixo e ao cheiro. Há lixeiras em que o material só não foi parar no chão devido à quantidade que resta no recipiente, como se não fosse retirado há semanas.
“A gente cansa de ver as pessoas largando o lixo no chão, porque a lixeira está entupida”, desabafa a ambulante Manuela Graça. “Tem um senhorzinho que costuma recolher quando o cheiro está muito ruim, mas não é sempre”.
Lixo no chão
Ao todo, há quinze lixeiras somente no entorno da Prefeitura de Canoas. Deste número, há, pelo menos, dez recipientes furados e necessitando de manutenção devido à má conservação.
Para piorar, em alguns pontos, onde havia lixeiras instaladas, houve a retirada, o que leva algumas pessoas a arremessarem embalagens plásticas e papéis diretamente no chão da calçada.
“Em alguns lugares instalaram aquelas lixeiras verdes, que são mais pesadas”, explica o comerciante Adolfo Melo. “Só que quem procurar uma lixeira no paradão, não vai achar mais. Porque a que tinha tiraram e não colocaram outra”, acrescenta o trabalhador de 56 anos.
O que diz a Prefeitura?
O Escritório de Comunicação da Prefeitura de Canoas, por meio da Secretaria Municipal de Serviços e Zeladoria Urbana (SMSZU), encaminhou nota informando que o fundo de algumas das lixeiras da Praça da Emancipação, de fato, caiu a partir da oxidação da estrutura com o passar do tempo. A escolha de um material inadequado favoreceu a incidência dessa corrosão. A Administração não identificou nenhum contrato vigente para uma reposição imediata dessas unidades e, em razão disso, uma tomada de preços será criada para a compra de novas lixeiras de material adequado.