No comércio de Canoas, a data festiva de São João seguirá até julho. A aposta dos lojistas é na transição das festas juninas para as julinas. Para alavancar as vendas dos produtos alimentícios, roupas e adereços típicos, os comerciantes contam com a continuidade das comemorações.

Foto: Paulo Pires/GES
“Começamos o mês de junho com vendas positivas, acima de 2023. No entanto, a chuva da última semana atrapalhou a crescente. Festas foram suspensas ou canceladas devido ao mau tempo. Isso impactou significativamente na comercialização dos produtos da festa de São João. As vendas estão cerca de 10% abaixo”, destaca a gerente de loja de artigos no Centro, Quelem Pinheiro.
Segundo a profissional, as condições climáticas possuem papel crucial nas festas.
“Os dias chuvosos atrapalharam as vendas neste ano. As pessoas estão com medo por causa dos acontecimentos climáticos do ano passado, que praticamente anularam as vendas de produtos de festa junina. Nossa métrica é 2023, não podemos considerar 2024. Foi um período atípico. Esperamos que julho tenha mais dias sem chuva. Muitas pessoas que não comemoraram em junho, pretendem participar ou fazer festas julinas”, diz.
Quelem destaca que praticidade e preços acessíveis são atrativos essenciais para conquistar os clientes.
“A maioria dos consumidores procura por produtos prontos. Por exemplo, as pessoas preferem comprar as bandeirinhas prontas. É mais prático.”
Na loja gerenciada por Quelem, os clientes gastam em média R$ 50 com itens da festa de São João.
“A procura por doces é inferior ao de adereços e roupas. As pessoas buscam mais por itens como chapéu, tiaras com lacinhos, bandeirinhas, vestidinhos para as meninas”, frisa.
A busca de adereços para a filha de 10 anos, Gabriela Moreira, 40, visitou as lojas do Calçadão nesta terça-feira.
“É para a festinha na escola. Ela adora as comemorações de São João”, conta.