Com o fim do contrato com o Consórcio Operador Canoas, que era responsável pelas casas de bombas na cidade, no último domingo (19), a Prefeitura de Canoas precisou correr contra o tempo para não deixar os equipamentos responsáveis pelo bombeamento de água sem manutenção.
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Foto: Paulo Pires/GES-Arquivo
Um edital para contratação de uma nova empresa foi aberto ainda no dia 10 de abril e, no dia 15, ocorreu a disputa, onde a Aqualux Soluções Hidráulicas foi a melhor classificada, apresentando o valor de R$ 4.007.325,65. A licitação ainda aguarda homologação, assinatura de contrato e ordem de início de serviço. Não há prazo para a conclusão do processo.
Enquanto isso, o prefeito Airton Souza informou, por meio de suas redes sociais, que foram contratados alguns funcionários da empresa anterior para atuarem no período até a assinatura com a nova responsável. Estão envolvidas para garantir o funcionamento das casas de bombas as secretarias de Obras e Reconstrução, Defesa Civil e Resiliência Climática e Serviços Urbanos, além das subprefeituras.
“Os motores estão operando normalmente, todos reformados e em perfeitas condições”, garantiu Airton em um post publicado nesta terça-feira (21).
Veja o diz o prefeito
Prefeitura também reclama
O imbróglio entre Prefeitura de Canoas e o Consórcio Operador Canoas havia começado ainda em março. No dia 26, o grupo de empresas havia enviado uma notificação extrajudicial ao Município, avisando que iria suspender o contrato em função de pagamentos atrasados desde julho de 2025.
O consórcio é formado pelas empresas Vector Sistemas de Automação LTDA, Magna Engenharia e Sanart Construções. O contrato firmado com a Administração municipal desde abril de 2024 – antes da enchente –, refere-se à operação e manutenção dos equipamentos.
A Secretaria de Obras também apontou questões de descumprimentos do contrato, como atrasos na manutenção de bombas e motores elétricos das casas de bombas 1, 2 e 7. Além disso, indicou atraso na execução de comportas de gravidade nas casas 1 e 2.
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O que são as casas de bombas e qual é o serviço feito
As casas de bombas são estações que bombeiam a água de um local para o outro. A estrutura abriga não somente as bombas, mas também outros equipamentos necessários para fazer essa transferência.
Em Canoas, as casas integram o sistema de proteção contra cheias, junto com os canais de macrodrenagem e os diques. “Em dias de muita chuva, para evitar alagamentos, a água é puxada pela força das bombas para o lado externo dos diques, acabando com o acúmulo de água em pontos da cidade”, informa a Administração municipal.
Ao todo, são oito casas em funcionamento 24 horas por dias, todos os dias da semana. Os equipamentos estão localizados em cinco bairros diferentes: 1 e 2 no Niterói; 3 no Rio Branco; 4 no Fátima; Cinco Colônias no Harmonia; 6, 7 e 8 no Mathias Velho.
Nesses locais, o consórcio é responsável por serviços técnicos de engenharia, operação e manutenção. As competências foram detalhadas no edital de contratação, publicado ainda em 2023.
Trabalho de engenharia
O trabalho de engenharia, por exemplo, consiste na elaboração de estudos, avaliações, pareceres, desenhos técnicos, relatórios e sugestões de melhorias. Enquanto que a operação é o próprio manuseio motobomba, painéis de controle, leitura e registros de medição dos painéis. Além disso, é responsabilidade da empresa fazer a revisão e conserto dos aparelhos.
Junto com essas questões técnicas, entram também a parte administrativa e de vigilância. Segundo a Administração municipal, tudo fica a cargo da contratada para o serviço.
O edital na época justificou a necessidade de manter a cidade segura “em relação às enchentes dos rios, chuvas torrenciais e outros. Tornando-se assim, indispensável a continuidade dos serviços de operação e manutenção de todas as casas de bombas de drenagem pluvial do município.”