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Preocupação

Corpo de Bombeiros registra quase dois incêndios por dia, durante o primeiro semestre, em Canoas

Levantamento do 8º Batalhão de Bombeiro Militar aponta 327 ocorrências com fogo atendidas em seis meses

Publicado em: 10/08/2025 às 09h:45 Última atualização: 10/08/2025 às 09h:45
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Na tarde de quarta-feira (6), um incêndio em um prédio no Centro de Canoas mobilizou o Corpo de Bombeiros. A ocorrência culminou na morte de um gato e no prejuízo de um apartamento destruído pelas chamas.

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A ocorrência necessitou de duas guarnições dos bombeiros e horas e exigiu um trabalho de aproximadamente uma hora e meia até a extinção do risco. Isso tem sido comum desde o começo do ano.

Corpo de Bombeiros de Canoas registra número elevado de ocorrências desde o começo do ano | abc+



Corpo de Bombeiros de Canoas registra número elevado de ocorrências desde o começo do ano

Foto: PAULO PIRES/GES

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Um levantamento recente do 8º Batalhão de Bombeiro Militar aponta um número elevado de ocorrências registradas, ao longo do primeiro semestre de 2025, em Canoas. Foram 327 incêndios, quase dois por dia.

Embora o número apresentado represente um decréscimo de 15% em relação ao anotado no mesmo período do ano passado, quando houve 389 incêndios, a demanda permanece preocupando.

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Na avaliação da capitã Júlia Calgaro, se o cenário no ano passado apontava o aumento de sinistros em imóveis inabitados ou simplesmente abandonados no lado oeste da cidade, em 2025 há predominância em casas habitadas.

“Observamos mais curto-circuito na fiação elétrica, provocando acidentes, principalmente neste período de inverno”, explica. “Todo um lado de Canoas permaneceu debaixo d’água por quase um mês. Houve muitos danos.”

O período é de atenção, avisa a capitã, por conta de aquecedores e lareiras artificiais ligados a instalações que acabaram comprometidas durante as cheias do inverno passado.

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“A gente entende que as pessoas querem permanecer aquecidas, mas é preciso observar com atenção as instalações. Isso pode representar um gasto, mas é necessário para evitar um acidente e perder tudo”, avisa.

Perigo

Em maio, o ex-zagueiro Lúcio, do Sport Club Internacional, sofreu um acidente doméstico com graves queimaduras devido a uma lareira ecológica instalada em casa.

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Conforme a capitã Júlia, este tipo de lareira vem se tornando popular e representa um risco, já que, em ambientes mal ventilados, a queima do etanol pode liberar CO — um gás incolor, inodoro e tóxico.

“Os aquecedores são um risco, mas agora surgiram as lareiras ecológicas”, frisa. “Por não ter cheiro, o monóxido de carbono é extremamente perigoso, então não dá para dormir com isso aceso em casa.”

Demanda

Se houve um recuo no número de incêndios, o mesmo não pode ser dito sobre as ocorrências. Foram 1.133 atendidas pelo Corpo de Bombeiros no semestre.

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O montante representa uma elevação de 7% nas 1.057 ocorrências anotadas pelo 8º Batalhão de Bombeiro Militar em período homólogo no ano passado.

Os chamados são diversos, no entanto, ocorrências envolvendo resgate e surgimento de animais têm se destacado diante do quadro.

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“Pode ser um gato que está preso; um cão que caiu um bueiro; um gambá ou serpente que apareceu no pátio”, observa. “Acontece muito e demanda tempo.”

Em se tratando de tempo, nenhuma ocorrência, entretanto, exige mais dos profissionais que aquelas relacionadas a fogo em vegetação ou mesmo em lixo.

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“Incêndio em resíduos é o pior, porque a gente encerra a ocorrência e novos focos surgem. É necessário voltar”, explica. “O Parque Industrial Jorge Lanner deu muito trabalho no verão.”

Confira como se aquecer com segurança, com orientações do Corpo de Bombeiros:

Lareiras e fogões a lenha

Além do risco de propagação das chamas, há o perigo de queda nos níveis de oxigênio se não houver circulação de ar no ambiente. Por isso, evite deixar os cômodos totalmente fechados, porque a queima consome oxigênio, o que pode causar problemas graves de saúde. Nunca use líquidos inflamáveis para acender o fogo. Use telas ou grades de proteção para evitar faíscas. Não seque roupas próximas da chama e mantenha distantes cortinas, móveis e materiais inflamáveis. Evite o superaquecimento com excesso de lenha ou uso prolongado. Nunca deixe o local sem se certificar de que o fogo está extinto.

Aquecimento improvisado

O uso de gambiarras e dispositivos improvisados para aquecer a casa está entre as principais causas de acidentes. Utilize somente equipamentos adequados para isso. Não use o forno a gás para aquecer sua casa, ainda que por pouco tempo. Nunca queime carvão, álcool ou outros líquidos inflamáveis em local impróprio: você pode ter queimaduras, asfixia por monóxido de carbono e provocar incêndios.

Motores e geradores

Não utilize motores e geradores em ambientes fechados: a maioria deles funciona por combustão, liberando gases que causam envenenamento, como o monóxido de carbono. Manuseie combustíveis apenas em locais seguros. Faça sempre as manutenções preventivas indicadas pelo fabricante. E, em caso de emergência, ligue para o Corpo de Bombeiros Militar no 193.

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