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Preocupação

Cresce o número de crianças indígenas circulando sozinhas no Centro de Canoas

Grupo oriundo de Mariana Pimentel passou a somar número de indígenas que habitualmente é visto na área central da cidade

Publicado em: 22/07/2025 às 15h:41 Última atualização: 22/07/2025 às 15h:42
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Famílias indígenas têm se multiplicado nos últimos dias na área central de Canoas. Além dos Caingangues vistos habitualmente no Centro, podem ser vistos rostos e expressões que vêm de longe.

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Um grupo oriundo de uma aldeia em Mariana Pimentel também pode ser visto circulando. Alguns vendem itens criados na aldeia e trazidos em sacolas e posteriormente colocados à disposição nas calçadas.

Crianças indígenas podem ser vistas sozinhas ou acompanhadas, conforme constatou a reportagem do DC | abc+



Crianças indígenas podem ser vistas sozinhas ou acompanhadas, conforme constatou a reportagem do DC

Foto: Paulo Pires/GES

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Maria Fernandes, 45 anos, explica que houve um grupo que deixou uma aldeia em Mariana Pimentel para vir a Canoas comercializar produtos. Há quem goste e compre os artigos artesanais, segundo ela.

“Pessoas compram”, diz. “Tem quem deixa moeda só. Não compra, mas passa, deixa moeda e segue. É bom igual, porque preciso do dinheiro.”

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Andando de pés descalços e com uma expressão compassiva no rosto, ela diz haver grupos distintos sem contato entre si. Ela desconhecia inclusive haver Caingangues com uma aldeia em Canoas.

“A gente vem a Canoas porque é bom, mas não sabia que povo estava morando”, disse. “Mariana Pimentel é longe, mas é a nossa casa. Ninguém quer sair de lá.”

Desamparo

Também há mais crianças que podem ser vistas vagando sozinhas. Não há sinais de mendicância, entretanto, a situação de pequenos com um “pote” de moedas preocupa alguns moradores que circulam pelo Calçadão de Canoas.

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Na manhã desta segunda-feira (20), a reportagem do DC conversou rapidamente com uma menina parada próximo à Estação Canoas. Ela cuidava de uma bebê e não soube apontar onde estavam os responsáveis.

A venda de produtos por parte de indígenas oriundos de outras cidades é considerada algo corriqueiro porque trabalha no Centro, no entanto, o frio aumenta o sentimento de desamparo.

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“Eu acho normal a gente ver eles vendendo artesanato por moedas, mas crianças com os pés no chão, com todo esse frio, é complicado e penso que alguém deveria proteger, ao menos, os pequenos”, opinou o vendedor Clóvis Almeida, 49 anos.

Averiguando

A reportagem questionou a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) sobre o assunto. Um agente ligado à Funai informou que a situação será averiguada nos próximos dias.

Sem retorno

Ganhou notoriedade um caso registrado na capital Porto Alegre no início do mês, quando duas crianças indígenas foram vistas na Praça Montevidéu, no Centro Histórico, sozinhas e vestindo poucas roupas. Elas acabaram resgatadas por agentes da Guarda Municipal. O Conselho Tutelar foi acionado e as crianças foram encaminhadas a um abrigo.

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A reportagem do DC tentou contato com o Conselho Tutelar, no entanto, até a publicação desta reportagem, não houve retorno.

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