Dois homens acusados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul foram condenados pelo Tribunal do Júri em Canoas, na sexta-feira (24), por envolvimento no duplo homicídio de Taís de Lima Prates, 22 anos, e Leonardo Souza Xavier, 19. As penas são de 46 e 40 anos de prisão.

Foto: Reprodução
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O júri durou dois dias, e a acusação foi feita pelos promotores de Justiça Daniela Fistarol e, pelo Núcleo de Apoio ao Júri, Rafael Russomanno Gonçalves. Segundo o MP, o crime foi cometido por ciúmes.
O caso teve grande repercussão pela brutalidade das mortes e pelo desaparecimento das vítimas por 20 dias. A denúncia, oferecida pelo MP em julho de 2023, apontou que os réus atraíram Leonardo para um encontro próximo ao Parque Esportivo Eduardo Gomes, em Canoas, e sequestraram Taís em sua residência, utilizando um veículo clonado.
O casal foi levado para uma área de mata em Nova Santa Rita, onde foram executados com disparos de arma de fogo. Os corpos foram enterrados em local ermo e só encontrados em 2 de junho de 2023, após um dos acusados indicar o local à polícia.
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Ex-namorado
Os crimes ocorreram por sentimento de posse e ciúmes de um dos réus, ex-namorado de Taís (que foi sentenciado a 46 anos de reclusão). Ele não aceitava o fim do relacionamento e suspeitava de envolvimento dela com Leonardo. O MP sustentou que os homicídios foram qualificados por motivo torpe, uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas e, no caso de Taís, feminicídio.
Os réus também foram condenados por ocultação de cadáver e receptação do veículo usado no crime.