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EDUCAÇÃO

Da necessidade à referência: Associação Vó Maria completa 44 anos de acolhimento às famílias em Canoas

Espaço nasceu junto com a Vila Santo Operário. Hoje, 450 estudantes são atendidos na educação infantil

Publicado em: 12/09/2025 às 18h:08 Última atualização: 12/09/2025 às 18h:08
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A Associação Beneficente e Educadora Vó Maria, na Vila Santo Operário no Harmonia, está completando 44 anos neste sábado (13). Mas as comemorações foram nesta sexta-feira (12), quando a diretoria organizou um almoço para a comunidade e abriu as portas da instituição para as famílias dos alunos na parte da tarde.

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Vó Maria completa 44 anos de atuação em Canoas | abc+



Vó Maria completa 44 anos de atuação em Canoas

Foto: Paulo Pires/GES

Atualmente, o espaço recebe 470 crianças matriculadas de dois a seis anos na educação infantil e no turno inverso até os 12 anos. Cerca de 300 vagas foram adquiridas pela Administração municipal. Entre as estudantes, esta a Leandra Soares de Jesus, 11 anos, que já foi aluna na associação e agora passa a tarde brincando com os colegas.

“É incrível estudar aqui, sabe. Estou aqui há cinco anos seguidos, tenho minhas melhores amigas aqui. Me divirto muito”, conta a estudante. A atividade preferida do turno inverso é a ir na pracinha. “Lá tem muitos brinquedos e dá para brincar com muitas coisas, é bem legal”, diz animada.

Escola é referência: quem estuda quer voltar

A Jéssica Sandroscki, 31 anos, já teve a idade da Leandra e brincou muito pelo pátio da escola. Hoje, a professora trabalha no administrativo da Vó Maria e já foi mãe de aluna. “Desde pequena eu dizia para a minha mãe que eu quero ser professora porque eu tive professoras muito legais aqui. Foi que eu me formei e continuei com esse desejo”, destaca.

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Jéssica já foi aluna e agora é professora na Vó Maria | abc+



Jéssica já foi aluna e agora é professora na Vó Maria

Foto: Paulo Pires/GES

A moradora do bairro Harmonia já trabalha na associação há cinco anos e observa o quanto mudou em todos estes anos. “Era pequeno, tinha quatro salas no máximo e foi evoluindo. Hoje em dia, a escola está muito grande. Eu tenho uma filha de 13 anos que ficou aqui também. Estudou e se formou. Estou realizada de fazer parte disso”, ressalta Jéssica.

Quem também se sente satisfeito com esse trabalho é o presidente José Mauro dos Santos. “Eu me sinto realizado com um sonho que era meu e de muitos. Temos filhos e netos de ex-alunos nossos. Tenho funcionários que são alunos nossos, como a Jéssica. Eles mudam, mas nós ficamos aqui.”

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Uma trajetória de luta e apoio à comunidade

Para contar a história da Vó Maria tem que lembrar da Vila Santo Operário, começa o presidente Santos. A ocupação urbana começou em dezembro de 1979 e, ao mesmo tempo, foi fundada a associação de moradores.

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A Vó Maria, naquela época, era um departamento da associação, que buscava atender as necessidades das mães trabalhadores que não tinham com quem deixar seus filhos. Em 1981, com a necessidade de fazer um convênio com a antiga Legião Brasileira de Assistência (LBA), a creche se tornou uma associação à parte.

Ou seja, são 45 anos de serviços prestados e 44 anos desde a instauração de um estatuto que funda a entidade beneficente. “Ela começou com 18 crianças e tinha que trazer o prato, talher, cobertor e travesseiro. De noite, os pais levavam tudo embora. Quem trabalhou aqui começou voluntário e também tinha que trazer quase tudo”, relembra.

A memória é do presidente está no cargo desde 2011, mas está presente na associação deste o início. “Eu marquei o terreno”, afirma. Para levantar o prédio, Santos conta de uma reunião com o então prefeito de Canoas, Oswaldo Guindani, para levar a demanda porque a comunidade não tinha os materiais.

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“Ele disse que a prefeitura não ia dar porque era uma área de invasão. Mas teve uma outra reunião e ele disse que ia nos dar os materiais de um colégio na faixinha da Base que ia ser desmontado”, conta. As madeiras vieram de caminhão até a Rua José Veríssimo porque o caminhão da Prefeitura não podia entrar em área.

De madeira em madeira, os moradores carregaram até a Rua da Associação, 261, onde a Vó Maria funciona até hoje. “Deu só as quatro paredes, sem divisória. Abrimos a escola sem geladeira e um fogão de quatro bocas. E todo mundo voluntário. Cada trouxe um pouco até que chegamos onde nós estamos hoje”, relata.

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