A Secretaria de Defesa Civil e Resiliência Climática de Canoas estuda começar em breve um trabalho técnico para avaliar prédios, lajes e marquises de imóveis do lado oeste da cidade.
O objetivo da ofensiva é avaliar estruturas que permaneceram quase um mês debaixo d’água e podem gerar o risco de desabamento, segundo confirmação do secretário Vanderlei Marcos na última sexta-feira (25).

Foto: PAULO PIRES/GES
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O secretário aponta que a Defesa Civil tem sido acionada pontualmente a respeito de prédios antigos, entretanto, é necessário um trabalho mais abrangente, mirando especialmente aqueles imóveis mais antigos.
“Há imóveis que passaram por avaliação técnica e hoje são habitados, mas existem aqueles que, desde a enchente do ano passado, acabaram abandonados e precisam ser avaliados para sabermos se há risco”, explica.
Em igual medida, preocupa-se o secretário, há árvores antigas com galhos retorcidos ou pendurados que devem passar por avaliação diante do risco de queda, especialmente, quando há ventos.
“Se antigamente era necessário um vendaval bem acima de 100 km/h para derrubar uma árvore, hoje, devido ao que Canoas passou no ano passado, um vento próximo aos 60 km/h já causa estragos”, observa.
Ainda não há data para o começo dos trabalhos, contudo a Secretaria defende uma operação conjunta com base em endereços prioritários, baseados na tragédia que aconteceu no ano passado.
“O bairro Mathias Velho, por exemplo, exige atenção quando o assunto é prédio antigo”, aponta. “Já no Rio Branco, Fátima e Mato Grande há árvores centenárias que devem passar por reavaliação periódica.”