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Meio ambiente

Dez dias após ser fechado devido ao risco da gripe aviária, MiniZoo não teve animal doente

Também por conta do inverno, cuidados foram redobrados e campanha por doações de jornais e cobertores foi reforçada

Publicado em: 03/06/2025 às 16h:26 Última atualização: 03/06/2025 às 16h:28
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Foi no dia 20 de maio que, devido à propagação da gripe aviária e seguindo orientações da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e do Estado, o Zoológico Municipal de Canoas acabou interrompendo atividades para visitações.

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Cuidados foram redobrados devido ao risco da gripe aviária e a chegada do frio, segundo os técnicos



Cuidados foram redobrados devido ao risco da gripe aviária e a chegada do frio, segundo os técnicos

Foto: Paulo Pires/GES

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Passados dez dias da medida preventiva, sabe-se que nenhum animal do popular MiniZoo acabou infectado ou doente. Somado a isso, os técnicos trabalham para diminuir o impacto causado pelo frio intenso.

Todo ano, no período mais frio e chuvoso, o MiniZoo adota medidas para que os animais recebam cuidados necessários para ficarem quentinhos. São instaladas mais casinhas e plataformas para terem acesso a pontos de sol.

Localizado no interior do Parque Getúlio Vargas (Capão do Corvo), o MiniZoo possui 115 animais de 44 espécies, como macacos, tartarugas, corujas, lontras, papagaios, araras, ouriços, entre outros.

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Mesmo aqueles de mesma espécie, possuem características diferentes, motivo pelo qual o trabalho de prevenção é enorme de modo a garantir que nenhum acabe doente durante o período de temperaturas extremas.

“Temos macacos-prego em um mesmo espaço, sendo que uns comem as cobertas de pano e outros não”, explica a veterinária Isadora Favreto. “Cada um tem características peculiares e trabalhamos para atender a todos.”

No caso das araras, por exemplo, embora nem todas entrem na “casinha”, cada uma precisa ter espaço individual para não ocorrer briga, esclarece a veterinária.

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“Observamos atentamente o comportamento e sabemos que às vezes há três araras em uma só casinha, mas se não tivermos as dez casinhas, uma para cada, a situação se torna tensa no ambiente”, esclarece.

Alimentação

A alimentação também é uma preocupação muito grande durante o período. Isso porque há animais que preferem permanecer escondidos durante o período e não sair da “toca” nem para comer.

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“Não basta apenas deixar a comida para garantir o alimento”, frisa. “A gente precisa estimular alguns animais a saírem para comer, porque há aqueles que preferem ficar só escondidos durante o período.”

Reabertura

O MiniZoo tem como principal objetivo a reabilitação e devolução de animais silvestres à natureza. No entanto, muitos dos animais acolhidos não apresentam condições de retornar ao habitat e permanecem sob cuidados.

Como a decisão de fechamento do Zoológico segue recomendações de órgãos ambientais e de saúde, com o objetivo de minimizar riscos e garantir o bem-estar dos animais e visitantes, ainda não há previsão de retorno.

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“Continuamos recebendo e tratando animais que chegam até o MiniZoo. É claro que com um cuidado redobrado devido à gripe aviária”, afirma Isadora. “Só não estamos abertos mesmo para visitação e não sabemos quando será possível reabrir novamente.”

Mesmo sem visitações e o carinho das crianças, o bugiu Elvica passa bem no período de frio intenso



Mesmo sem visitações e o carinho das crianças, o bugiu Elvica passa bem no período de frio intenso

Foto: Paulo Pires/GES

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Pedido de doações

O MiniZoo está reforçando sua campanha por doações de jornais, cobertas e toalhas. Isso porque, por conta do frio, é necessária a troca mais constante dos jornais e panos para aquecer os recintos dos animais.

Para se ter uma ideia, durante o período de inverno, são necessários, mensalmente, cerca de 80 quilos de jornal. O material é usado para cobrir gaiolas, na confecção de camas, redes. Garante, portanto, o conforto térmico e melhorar a condição de vida dos animais.

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“Precisamos continuar contando com as doações, porque é importante para os animais”, explica a bióloga Renata Gautier. “Além de ajudar no aquecimento, os panos e jornais são de extrema importância para o manejo das espécies silvestres em processo de reabilitação.”

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