abc+

SAÚDE

Dez unidades de saúde de Canoas contam com tratamento contra o tabagismo

Programa visa reduzir a prevalência de fumantes e a consequente morbimortalidade relacionada ao consumo de produtos derivados do tabaco

Taís Forgearini
Publicado em: 30/05/2025 às 16h:44 Última atualização: 30/05/2025 às 16h:45
Publicidade

Para quem deseja parar de fumar, Canoas possui dez Unidades de Saúde (US) que ofertam o tratamento por meio do Programa Nacional de Controle do Tabagismo. Criado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), o programa, disponível gratuitamente, visa reduzir a prevalência de fumantes e a consequente morbimortalidade relacionada ao consumo de produtos derivados do tabaco.

Publicidade

Interessados em parar de fumar devem procurar as unidades de saúde com tratamento disponível



Interessados em parar de fumar devem procurar as unidades de saúde com tratamento disponível

Foto: PAULO PIRES

Atualmente, as unidades que contam com o serviço são: US Caic, Guajuviras, Olaria, São José, São Vicente, União, Harmonia, Niterói, Mato Grande e Fátima. Segundo a coordenadora das Doenças Crônicas não Transmissíveis e Política de Alimentação e Nutrição, Regina Salete Grings, para acessar o tratamento, a pessoa precisa fazer a solicitação em uma dessas unidades de saúde.

“O paciente passa por uma avaliação. É feito um diagnóstico do grau de dependência. O médico realiza a descrição. O número de vagas disponíveis varia entre as unidades. Geralmente, a pessoa entra na lista de espera. Ela é chamada conforme são abertos novos grupos de acompanhamento”, explica.

Conforme a coordenadora, o tratamento, nos primeiros três meses, é feito com adesivos antitabagismo e bupropiona (medicamento frequentemente usado para auxiliar no tratamento do tabagismo).

“Além da medicação, os encontros de acompanhamento são essenciais. No primeiro mês, eles são semanais, no segundo, quinzenais e a partir do terceiro, são mensais. A partir do quarto mês, o uso da medicação finaliza e a pessoa segue participando, uma vez no mês, dos encontros com profissionais de saúde. Os encontros podem ocorrer na unidade de saúde ou em associações. A duração é de um ano.”

Publicidade

Regina frisa que é indispensável a pessoa não fumar durante o uso da medicação.

“Pode ocorrer um excesso de nicotina no organismo. Os adesivos já possuem o elemento na composição para a pessoa perder a vontade de fumar gradativamente. Infelizmente, existe uma alta taxa de desistência. A maioria não conclui o tratamento após o período da medicação”, salienta.

Neste ano, cerca de 150 pessoas iniciaram o tratamento. No entanto, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) não soube informar quantas pessoas aguardam na lista de espera, qual a taxa de desistência, nem quanto tempo a pessoa fica na fila aguardando uma vaga.

Publicidade

De acordo com a coordenadora, a expectativa é ampliar o serviço para todas as unidades de saúde até o fim de 2025.

“Os profissionais que trabalham nas unidades de saúde necessitam de capacitação especial. É uma exigência do Inca. Tivemos um processo de capacitação em maio. Todo o tratamento é custeado pelo governo federal.”

Publicidade

Superação

Fumante desde os 17 anos, a moradora do bairro Guajuviras, Elizângela de Sales Ferrão, 43 anos, conseguiu acesso ao tratamento no início deste ano.

“Conclui a etapa dos três meses com medicação. Agora sigo participando das reuniões mensais em grupo. Já não tenho mais vontade de fumar. Não foi fácil. A medicação e o esforço pessoal são essenciais. Minha saúde melhorou. O cansaço e a falta de ar reduziram. Faço caminhadas regulares. Minha meta é correr”, revela.

Publicidade
Publicidade