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Hora da limpeza

"É brabo amanhecer com uma pilha de lixo na frente do portão", reclama morador de Canoas

Lado oeste da cidade permanece sofrendo com o descarte irregular; Prefeitura coloca empresa para recolher resíduos descartados irregularmente com agilidade

Publicado em: 04/07/2025 às 11h:56 Última atualização: 04/07/2025 às 14h:39
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A destruição causada pelas cheias, em maio do ano passado, resultou em toneladas de entulhos que restaram de prédios e residências atingidas. Somado a isso, estava o lixo doméstico espalhado pelas águas.

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Lixo acumulado na Rua República chama a atenção de quem circula pela Perimetral Oeste



Lixo acumulado na Rua República chama a atenção de quem circula pela Perimetral Oeste

Foto: Paulo Pires/GES

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Passado pouco mais de um ano da catástrofe, é possível observar entulhos em frente a algumas casas no lado oeste. Isso porque a maioria já foi recolhida nos bairros.

Existem, entretanto, muitos resíduos domésticos em pontos criados de lixões ao ar livre, alguns pontos criados ainda durante o período em que as águas baixaram e os moradores retornaram para casa.

Quem circula por pontos de acúmulo de lixo, pode observar embalagens de produtos diversos, peças de roupas, acessórios para cães, além de produtos de higiene pessoal que não deveriam estar expostos.

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Por estar tudo espalhado pelo chão, as reclamações são muitas por parte de moradores preocupados com a limpeza e saúde. Há quem não aceite a situação e reclame muito para a Prefeitura de Canoas, inclusive.

Morador do bairro Harmonia, José Alexandre, 54 anos, disse não ter sido por falta de protocolos abertos que não houve limpeza. Já que criou o suficiente para garantir atenção ao local.

“É brabo amanhecer com uma pilha de lixo na frente do portão”, reclama o morador da Rua Jesus Operário. “Cheguei a procurar um vereador, mas ele disse que seria preciso esperar a Prefeitura limpar o Rio Branco.”

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No bairro Mathias Velho, a situação de desconforto é a mesma, como explica a jovem Débora Lacerda, que ao ir para a parada, aguarda o ônibus entre a “lixarada.”

“Quem espera o ônibus precisa trancar o nariz para aguentar o mau cheiro”, desabafa a moradora do começo da Rua da Barca. “Fora os bichos e insetos, que penso ser um perigo para as crianças.”

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Débora Lacerda costuma pegar o ônibus em meio a muito lixo descartado



Débora Lacerda costuma pegar o ônibus em meio a muito lixo descartado

Foto: Paulo Pires/GES

Sacolas arremessadas

Outro ponto de Canoas que é alvo constante de descarte irregular de lixo doméstico é a Rua República, que quase no limite da Avenida Engenheiro Irineu Carvalho Braga acabou virando um imenso lixão.

No local, o lixo acumulado divide espaço com uma placa da Prefeitura de Canoas indicando investimento e obras, contraste com o acúmulo de sacos, sacolas e embalagens reunidos.

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Clóvis Santos, 48 anos, mora em uma área ocupada próxima ao endereço. Ele garante que não são os moradores que acumulam lixo. O problema é criado por quem passa e apenas arremessa o que não quer.

“A gente anda chutando as sacolas de lixo para elas não invadirem a faixa”, conta. “Isso não é lixo nosso. Passam carros e motos que arremessam o lixo aqui, assim como antes eles se acostumaram a largar na Irineu.”

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A lembrar, a Avenida Irineu Carvalho Braga ganhou revitalização após as obras da Perimetral Oeste e, desde então, o canteiro central da via deixou de ser o maior lixão ao ar livre de Canoas.

“Resolveram o problema da Irineu, porque houve investimento”, afirma a aposentada Claudete Morais, 74 anos, pensionista que vive às margens da República. “A Prefeitura vem e limpa, mas no outro dia está sujo de novo.”

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Equipe vista pela reportagem do DC está recolhendo lixo descartado irregularmente



Equipe vista pela reportagem do DC está recolhendo lixo descartado irregularmente

Foto: Paulo Pires/GES

Secretaria limpando

Ao circular pelo lado oeste de Canoas, a reportagem do DC deparou com uma equipe de limpeza ligada à Prefeitura de Canoas limpando um dos pontos de descarte irregular, na Rua Santo Antônio, no bairro Mato Grande.

Por meio de nota, a Secretaria de Serviços e Zeladoria Urbana (SMSZU) informa que desde janeiro não houve suspensão na coleta de lixo domiciliar, nem troca da empresa responsável pela coleta.

Em relação ao lado oeste da cidade, a Secretaria, em parceria com a empresa, está realizando um teste com caminhão e equipes para recolher o lixo descartado de forma irregular de forma mais ágil.

A Secretaria também explica que descartar lixo na rua é crime passível de multa, conforme o Código de Limpeza Urbana, Lei nº 4980/2005.

Para denunciar descartes em flagrantes, é preciso de foto ou vídeo com a placa do veículo, data, hora e local do delito e enviar para o WhatsApp da Diretoria de Limpeza Urbana da Secretaria de Serviços e Zeladoria Urbana: (51) 98255-2777.

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