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Posicionamento

"É fácil jogar nas costas de outro as responsabilidades que são suas", defende Jairo Jorge

Ex-prefeito usou perfil nas redes sociais para se manifestar sobre inundações e alagamentos que atingiram o Estado devido às chuvas nas últimas semanas

Publicado em: 24/06/2025 às 09h:01 Última atualização: 24/06/2025 às 09h:04
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Atualmente trabalhando como jornalista, o ex-prefeito Jairo Jorge resolveu se posicionar sobre as chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul, provocando inundações e alagamentos, nas últimas semanas.

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Ex-prefeito Jairo Jorge usou espaço em rede social para se manifestar sobre as episódios consequentes das chuvas recentes no Rio Grande do Sul



Ex-prefeito Jairo Jorge usou espaço em rede social para se manifestar sobre as episódios consequentes das chuvas recentes no Rio Grande do Sul

Foto: PAULO PIRES/GES

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Jairo estava no centro do poder em Canoas durante a maior tragédia da história do RS e, consequentemente, de Canoas, período em que sofreu críticas diante do cenário de tragédia.

No vídeo divulgado nesta segunda-feira (23), Jairo criticou a “onda de fake news” que atingiu cidades gaúchas antes e agora, diante de um novo cenário de caos provado pelas chuvas.

“Vimos o que nunca tínhamos visto na nossa história: o interesse eleitoral e o populismo na frente da solidariedade”, disse. “Assistimos agora novamente as mentiras sendo espalhadas e ataques ao governador Eduardo Leite vindos da esquerda e da direita, numa antecipação desmedida do pleito de 2026.”

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Mesmo que sem citar nomes, o ex-prefeito também fez críticas a prefeitos: “É fácil jogar nas costas de outro as responsabilidades que são suas, exatamente em um momento em que as pessoas estão cobrando diante daquilo que perderam em razão das águas.”

Na avaliação do político, “cabe aos prefeitos, aos gestores municipais, a limpeza da rede pluvial, a limpeza das ruas, a manutenção das casas de bombas e colocação de motores e ações diante das emergências através da Defesa Civil.”

Confira na íntegra o que disse Jairo Jorge:

“As chuvas intensas que atingiram o Rio Grande do Sul na última semana revelam aquilo que todos nós sabemos, mas que alguns negam: as mudanças climáticas vieram para ficar e nós precisamos estar preparados para ela. Em maio do ano passado, durante a maior enchente da nossa história, nós assistimos ações espetaculares de voluntários salvando vidas e pessoas de todo o Brasil doando alimentos, roupas, água e cobertores para os gaúchos. Nós vimos o melhor do nosso País, mas também o pior: uma onda de fake news atingiu as cidades. Vimos o que nunca tínhamos visto na nossa história: o interesse eleitoral e o populismo na frente da solidariedade. Quando uma tragédia acontece, se espera que os líderes políticos, empresariais e jornalistas se unam buscando soluções diante da emergência. Assistimos agora novamente as mentiras sendo espalhadas e ataques ao governador Eduardo Leite vindos da esquerda e da direita, numa antecipação desmedida do pleito de 2026. Muitos municípios gaúchos viveram isso. É importante lembrar que cabe aos prefeitos, aos gestores municipais, a limpeza da rede pluvial, a limpeza das ruas, a manutenção das casas de bombas e colocação de motores e ações diante das emergências através da Defesa Civil. Cabe ao governo do Estado liberar recursos para obras estruturantes no sistema de proteção às cheias. E está fazendo isso. Já fez isso para Porto Alegre e nos próximos dias fará para Canoas. E cabe ao governo Federal fazer parte da solução e não do problema. É claro, meu amigo e minha amiga, é fácil jogar nas costas de outro as responsabilidades que são suas, exatamente em um momento em que as pessoas estão cobrando diante daquilo que perderam em razão das águas. De este e de outros episódios nós precisamos tirar três lições. Primeiro: é preciso estar preparado para o pior. Segundo: temos que acelerar as obras de proteção, ampliando e melhorando o sistema. Terceiro: é preciso unir forças entre os governos municipais, as prefeituras, o governo estadual e governo federal, sem olhar as disputas políticas, ideológicas e eleitorais.”

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