A falta de manutenção nos aparelhos das academias ao ar livre está incomodando os moradores de Canoas, principalmente aposentados, que se valem dos equipamentos para fazer exercícios.
A reportagem do DC circulou pela cidade a pedido de leitores. Acabou encontrando aparelhos quebrados, necessitando de manutenção ou simplesmente inexistentes, com somente o espaço à espera do equipamento.

Foto: PAULO PIRES/GES
Até mesmo as antigas placas que indicavam a maneira correta de se exercitar estão combalidas diante do “abandono” apontado pelos usuários que circulam pelas áreas públicas.

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Tudo frouxo
Segundo os moradores do bairro Fátima, a academia ao ar livre do Parque Eduardo Gomes está “bamba”. É preciso ter cuidado ao acessar os aparelhos, já que está “tudo frouxo”.
“É um perigo a gente se machucar, porque a maioria está quebrada”, alerta o aposentado José Venço. “Venho aqui regularmente, mas acho que a Prefeitura não passa há anos, porque está tudo atirado, o que é uma pena, porque faz muito bem para a gente”, diz o homem de 67 anos.

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Sem manutenção
Na praça da Igreja Nossa Senhora da Imaculada Conceição, a situação é parecida. O problema, apontam os moradores do bairro Rio Branco, é conhecido antes mesmo da trágica enchente que inundou o bairro.
“Eu passo aqui diariamente e posso afirmar que, mesmo antes da enchente do ano passado, já era uma porcaria”, afirma Gustavo Machado. “Ninguém faz manutenção nos aparelhos, então eles estragam porque permanecem ao ar livre, ora”, adverte o aposentado de 71 anos.

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Ferrugem de sobra
No parque Jardim Figueira, no bairro Fátima, o risco maior, reclamam os moradores, é a ferrugem, já que os aparelhos estão se desmanchando devido à oxidação do metal, que é uma consequência do tempo.
“Os aparelhos passaram um mês debaixo d’água e depois ninguém mais retornou para ver a situação”, reclama a aposentada Miriam dos Santos. “Eu cuido muito para não me cortar, porque é perigoso até para as crianças que brincam na praça”, alerta a mulher de 73 anos.

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Vandalismo
Na praça em frente à Paróquia São Pio X, no bairro Mathias Velho, até mesmo a placa com a indicação dos exercícios acabou vandalizada. Além disso, há aparelhos que ficaram somente nos parafusos.
“Eu moro no Mathias Velho há anos e posso dizer que, se não dão bola nem para questões mais importantes, não é com os aparelhos que eles vão se preocupar”, reclama o aposentado Cláudio Corrêa, 66 anos.

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Menor pior
Na academia instalada na praça Dona Mocinha, no bairro Niterói, há equipamentos sem manutenção e estragados, mas não em quantidade maior como nas demais praças e parques visitados.
“Se forem reparar, a Dona Mocinha é uma das praças mais conservadas de Canoas, porque a comunidade cuida bastante também”, avaliou o motorista aposentado Leonel Caetano da Rosa. “Bom, mesmo, não está, mas há praças piores”, acrescentou o idoso de 70 anos.

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Poucos aparelhos
No Parque Getúlio Vargas (Capão do Corvo), a principal reclamação é que são poucos aparelhos. E os que existem carecem de óleo para que os parafusos parem de ranger a cada movimento durante a utilização.
“Tem poucos equipamentos e os que existem ainda estão quebrados ou ficam rangendo enquanto a gente movimenta, o que é um embaraço, porque mostra que até um lugar bonito assim está deixado de lado”, dá bronca a aposentada Geni Matos, de 61 anos.
O que diz a Prefeitura?
Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer informa que está empenhada na recuperação e conservação dos espaços de lazer do Município, com foco na segurança, no bem-estar e na qualidade de vida da população.
Em relação às academias ao ar livre, a Administração esclarece que, por conta do tempo de instalação e do modelo dos equipamentos, considerados antigos, não há, no momento, contrato de manutenção externa vigente.
Diante desse cenário, as intervenções necessárias estão sendo realizadas por meio de um cronograma próprio de revitalização, executado pelas equipes em cada praça e parque da cidade.
Até o momento, o cronograma já contemplou a revitalização da Praça Sargento Rosa, do Ginásio São Luís e da praça do Loteamento Central Park. Atualmente, as equipes estão concentradas nos trabalhos no Prata, na Praça da Rua Hugo Jorge Stallbaum.
A Prefeitura reafirma, por fim, o compromisso de percorrer todos os quadrantes da cidade, promovendo as melhorias de forma gradual e contínua, conforme a disponibilidade de recursos e a logística operacional.